Copa do Mundo 2026: Mais de 90% dos torcedores em BH planejam gastar em festa, camisas e bebidas, aponta pesquisa da Fecomércio MG

Consumidores de Belo Horizonte mostram forte intenção de consumo durante a Copa do Mundo, impulsionando a economia local com gastos em diversos setores.

A paixão nacional pelo futebol se traduz em oportunidades econômicas significativas, especialmente durante eventos como a Copa do Mundo. Em Belo Horizonte, a expectativa é de um aquecimento considerável no comércio e nos serviços, impulsionado pela disposição dos torcedores em celebrar e consumir.

Um levantamento recente realizado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio MG) revela que a grande maioria dos consumidores belo-horizontinos pretende gastar dinheiro durante o período da Copa do Mundo, demonstrando o forte impacto do evento no comportamento de compra.

A pesquisa, que ouviu 392 consumidores na capital mineira, aponta que 93,3% dos torcedores planejam realizar gastos com alimentação, bebidas, produtos temáticos ou confraternizações. O estudo confirma o potencial da Copa para impulsionar diversos segmentos da economia local, conforme avalia a economista da Fecomércio MG, Gabriela Martins.

Camisas da Seleção e Bebidas Lideram a Lista de Desejos do Torcedor

Os produtos mais procurados refletem o clima de torcida que toma conta dos moradores da capital. As camisas e conjuntos da seleção brasileira aparecem como o item de maior interesse, mencionados por 44,2% dos entrevistados. Em seguida, destacam-se as bebidas alcoólicas (31,1%) e não alcoólicas (23,7%), além de petiscos (23,7%) e carnes (18,4%).

Esses itens são tradicionalmente associados às reuniões familiares e de amigos para acompanhar as partidas. O gasto médio previsto por dia de jogos é de R$ 77,81, com quase oito em cada dez consumidores planejando desembolsar até R$ 100 por ocasião, segundo os dados da Fecomércio MG.

Lojas de Bairro e Comércio Eletrônico: Canais Preferidos para as Compras

As compras relacionadas à Copa do Mundo devem ocorrer principalmente nas lojas de vizinhança, escolhidas por 57% dos consumidores. O comércio eletrônico aparece em segundo lugar, com 17% das intenções, seguido pelas lojas do hipercentro, citadas por 14,4% dos entrevistados.

Esse cenário demonstra que tanto os canais digitais quanto o varejo tradicional terão oportunidades de captar a demanda gerada pelo evento. A economista Gabriela Martins ressalta que o consumidor belo-horizontino está disposto a participar desse momento e a movimentar a economia da cidade, fortalecendo o consumo em setores como alimentação, vestuário e entretenimento.

Formas de Acompanhar os Jogos Geram Oportunidades Diversificadas

A maneira como os consumidores pretendem acompanhar os jogos também abre perspectivas favoráveis para diferentes atividades econômicas. Uma parcela de 29,7% planeja assistir às partidas em bares, restaurantes ou eventos privados. Outros 29,3% pretendem organizar encontros em casa, enquanto 24% devem acompanhar os jogos na residência de amigos ou familiares.

Esse comportamento amplia os efeitos econômicos da competição, criando oportunidades para bares e restaurantes, supermercados, açougues, lojas de vestuário, conveniências e pequenos comércios de bairro. A Copa do Mundo, portanto, cria um ambiente favorável para diversos segmentos, especialmente aqueles ligados à experiência de assistir aos jogos em grupo, segundo a Fecomércio MG.

Paixão Nacional pelo Futebol Continua Sendo um Motor Econômico

De acordo com o estudo, 72,4% dos entrevistados pretendem assistir aos jogos, seja acompanhando exclusivamente a seleção brasileira, outras seleções ou toda a programação do evento. A pesquisa mostra que a paixão nacional pelo futebol continua sendo um importante motor para a economia.

Entre os espectadores, 87,3% torcem pela conquista do título mundial, o que reforça o potencial de mobilização do evento esportivo. Apesar de uma parcela da população não se interessar por futebol ou não poder assistir às partidas por incompatibilidade de horários, o alcance do evento entre a população permanece elevado, reforçando a expectativa de um impacto positivo sobre a atividade econômica da capital mineira.

A pesquisa foi realizada entre os dias 2 e 8 de junho, com margem de erro estimada de 4,95% e nível de confiança de 95%, conforme informações da Fecomércio MG.

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