Alckmin na IATA: Aviação Global Enfrenta Crise que Exige União; Brasil Investe em Integração Regional e Competitividade

Alckmin alerta para desafios globais na aviação e detalha ações do Brasil para impulsionar o setor aéreo

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, enfatizou a necessidade de cooperação internacional para superar os complexos desafios que a aviação global enfrenta atualmente. Sua fala ocorreu durante a abertura da 82ª Assembleia Geral Anual da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata), realizada no Rio de Janeiro, um evento de grande relevância para o futuro da indústria.

Alckmin sublinhou que problemas como o alto e volátil custo do combustível, as sequelas da pandemia nas cadeias de suprimento, a urgência na descarbonização e a escassez de mão de obra qualificada não podem ser resolvidos por um único país. Ele ressaltou que a colaboração entre nações é fundamental para encontrar soluções sustentáveis e eficazes.

Em sua apresentação, o vice-presidente detalhou as iniciativas do governo brasileiro voltadas para o fortalecimento e a competitividade do setor aéreo nacional. Essas medidas visam não apenas atender às demandas internas, mas também posicionar o Brasil de forma mais robusta no cenário internacional da aviação. Conforme informação divulgada pelo Estadão Conteúdo, o vice-presidente Geraldo Alckmin destacou que a aviação global enfrenta desafios que nenhum país consegue resolver sozinho.

Medidas de Competitividade e Inclusão Estratégica do Setor

Entre as ações de destaque, Alckmin citou a redução a zero das alíquotas de PIS/Cofins sobre o transporte aéreo regular de passageiros, uma medida que já gerou uma economia significativa para as empresas do setor. Além disso, mencionou a redução gradual do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre operações de leasing de aeronaves, resultando em centenas de milhões de reais de economia.

O vice-presidente também ressaltou a importância da inclusão do setor aeronáutico como um dos pilares estratégicos da Nova Indústria Brasil. A adesão do país ao acordo sobre comércio de aeronaves civis da Organização Mundial do Comércio (OMC) foi outro ponto enfatizado, posicionando o Brasil ao lado dos grandes produtores na governança do mercado aeronáutico global.

Aviação como Política de Estado e Integração Nacional

Alckmin reafirmou que o governo Lula trata a aviação como uma política de Estado, reconhecendo o vasto potencial do mercado aéreo brasileiro. Ele destacou a existência de uma classe média robusta e uma geografia que tornam o avião não um luxo, mas uma necessidade para a mobilidade e o desenvolvimento do país.

A aviação regional foi apresentada como um instrumento vital para a integração nacional. Como exemplo concreto, Alckmin citou o programa Ampliar, que tem como objetivo integrar até 102 aeroportos regionais aos contratos de concessão existentes, com um potencial de mais de R$ 3,4 bilhões em novos investimentos, prometendo impulsionar o desenvolvimento em diversas regiões do Brasil.

Desafios Globais e o Futuro da Aviação

A Assembleia Geral da IATA serviu como palco para o vice-presidente alertar sobre os desafios persistentes que afetam a aviação mundial. A volatilidade dos preços dos combustíveis, a necessidade de recuperação completa das cadeias de suprimento pós-pandemia e a pressão crescente por descarbonização são temas centrais que demandam atenção e ação conjunta.

A escassez de profissionais qualificados, desde pilotos a técnicos de manutenção, representa outro gargalo significativo que pode comprometer a capacidade operacional em diversos mercados globais. A discussão desses pontos na IATA reforça a urgência de políticas coordenadas e investimentos estratégicos para garantir um futuro sustentável e eficiente para a aviação.

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