Novas regras do Banco Central tornam comprovantes de Pix mais seguros e dificultam fraudes em 2025

O Banco Central (BC) anunciou recentemente mudanças importantes no formato dos comprovantes de transações via Pix, com o intuito de reforçar a segurança para usuários e coibir fraudes que se intensificaram com o avanço das transferências instantâneas.
As atualizações, vigentes desde abril de 2025, introduzem indicadores visuais claros nos comprovantes, facilitando a conferência pelos usuários e evitando armadilhas cada vez mais usadas por criminosos financeiros.
Contexto e o crescimento do Pix
Desde seu lançamento em 2020, o Pix tornou-se o principal meio de pagamento digital no Brasil, oferecendo rapidez, praticidade e disponibilidade 24×7.
Em 2024, movimentou impressionantes R$ 26 trilhões, o que acabou gerando terreno fértil para fraudes – especialmente em ambientes presenciais ou via mensagens, onde golpistas utilizam comprovantes falsos ou de agendamento como isca para induzir vítimas a liberarem produtos ou serviços sem terem recebido efetivamente o valor.
O que mudou nos comprovantes de Pix
A partir de abril, os comprovantes de Pix concluído passaram a incluir um ícone de check verde (✅). Já os comprovantes de agendamento de Pix precisam trazer expressamente a frase “Agendamento Pix” acompanhada de um ícone de calendário.
Essas alterações visuais facilitam a distinção rápida entre transações finalizadas e apenas agendadas. A medida visa combater golpes em que o criminoso exibe um comprovante de agendamento como se fosse pagamento realizado, cancelando-o em seguida e fugindo com o produto ou serviço entregue, enquanto o vendedor ou prestador fica no prejuízo.
Recomendações para se proteger
Apesar das melhorias nos comprovantes, o BC e especialistas em segurança financeira enfatizam que atenção continua sendo essencial. Algumas dicas valiosas:
Ative notificações no app do banco e consulte o extrato antes de liberar bens ou serviços.
Desconfie de imagens baixas ou com aparência genérica.
Verifique a presença do código identificador único da transação, que indica a veracidade do comprovante.
Evite abrir arquivos de comprovantes suspeitos, especialmente em formatos como
.zip, que podem conter vírus ou tentativas de phishing.
Medidas adicionais do Banco Central
Além dos ícones nos comprovantes, o Banco Central está ampliando outras ferramentas de proteção ao usuário:
A partir de outubro de 2025, todos os bancos devem habilitar o Mecanismo Especial de Devolução (MED) em autoatendimento. Essa funcionalidade permite à vítima solicitar estorno imediato se houver indícios de golpe comprovado. O sistema avalia e bloqueia a conta do fraudador, acelerando a devolução do valor.
Panorama da prevenção a fraudes no Pix
Essas atualizações fazem parte de um esforço contínuo do Banco Central para melhorar a segurança do Pix. No início de julho de 2025, foi implementada uma regra que exige que bancos validem o nome associado à chave Pix com o CPF ou CNPJ registrado na Receita Federal antes de realizar cadastro, alteração, portabilidade ou reivindicação de posse.
Em casos de divergência, a instituição deve atualizar os dados ou, se houver indícios de fraude, excluir a chave imediatamente.
Impacto e reação no setor
Essas mudanças representam respostas diretas a desafios reais no sistema financeiro. Com o aumento da sofisticação das fraudes — como comprovantes adulterados e engenharia social —, essas medidas visam proteger usuários e fortalecer a confiança no Pix como meio de pagamento.
Especialistas avaliam que as indicações visuais nos comprovantes e o MED vão melhorar a experiência do consumidor e reduzir prejuízos, sobretudo em situações de pressão e urgência.
Considerações finais
As novas regras do Banco Central para comprovantes de Pix exemplificam uma evolução importante no combate às fraudes digitais.
Com elementos visuais mais claros, previsibilidade de segurança e mecanismos de proteção como o MED, o sistema se torna mais resiliente.
No entanto, ainda é necessário que usuários façam sua parte: conferindo comprovantes, confirmando transações no extrato e evitando interações inusitadas com documentos digitais.
Segurança, informações claras e tecnologia avançada formam o tripé essencial para manter a popularidade e a confiabilidade do Pix no Brasil.