Trabalhadores podem sacar até R$ 1.518 de abono no mês de agosto; veja quem tem direito

Em agosto de 2025, o Governo Federal inicia a última fase do pagamento do abono salarial (PIS/PASEP) para trabalhadores nascidos em novembro e dezembro, com possibilidade de saque do valor máximo de R$ 1.518, correspondente a um salário mínimo vigente em 2025.

O que é o abono salarial e quem tem direito?

O abono salarial é um benefício anual estabelecido pela Lei 7.998/1990, pago a trabalhadores formais com carteira assinada e servidores públicos que contribuíram ao PIS ou PASEP.

O valor varia entre R$ 126,50 e até R$ 1.518, conforme os meses trabalhados em 2023, tomando por base o salário mínimo de 2025.

Têm direito ao benefício quem:

  • Trabalhou formalmente por ao menos 30 dias durante o ano-base 2023;

  • Teve remuneração média mensal de até dois salários mínimos (até R$ 2.640);

  • Está inscrito no PIS/PASEP há pelo menos cinco anos;

  • Teve os dados corretamente informados pelo empregador via RAIS ou eSocial.

Calendário de pagamento do abono salarial

O cronograma final do abono em 2025 inicia no dia 15 de agosto para os trabalhadores nascidos em novembro e dezembro, culminando o ciclo anual.

As etapas anteriores ocorreram nos seguintes meses:

  • Janeiro: fevereiro

  • Fevereiro: março

  • Março e abril: abril

  • Maio e junho: maio

  • Julho e agosto: junho

  • Setembro e outubro: julho

  • Novembro e dezembro: agosto

Após a data de liberação, o valor estará disponível para saque até 29 de dezembro de 2025.

Valor e cálculo do benefício

O valor do abono é proporcional ao tempo trabalhado em 2023:

  • Quem trabalhou os 12 meses completos recebe o valor máximo: R$ 1.518;

  • O cálculo é simples: valor do salário mínimo dividido por 12 meses multiplicado pela quantidade de meses trabalhados.

Confira as proporções:

N.º de meses trabalhados Valores a receber
1 mês de trabalho R$ 126,50
2 meses R$ 253,00
3 meses R$ 379,50
4 meses R$ 506,00
5 meses R$ 632,50
6 meses R$ 759,00
7 meses R$ 885,50
8 meses R$ 1.012,00
9 meses R$ 1.138,50
10 meses R$ 1.265,00
11 meses R$ 1.391,50
12 meses R$ 1.518,00

Segundo estimativa oficial, cerca de 25,8 milhões de trabalhadores terão direito ao abono salarial em 2025, totalizando R$ 30,7 bilhões em pagamentos.

Como consultar se tem direito ao abono?

Você pode verificar se tem direito e acompanhar o pagamento por canais oficiais:

  • Carteira de Trabalho Digital (aplicativo): acesse “Benefícios” → “Abono Salarial” → “Consultar”;

  • Portal Gov.br ou site do Ministério do Trabalho;

  • Central de atendimento 158 (Alô Trabalho);

  • Agências do Ministério do Trabalho, geralmente em capitais e grandes cidades.

Manter os dados atualizados no cadastro do empregador, RAIS ou eSocial é essencial para evitar bloqueios.

Formas de saque do abono em agosto

O saque pode ser feito das seguintes formas:

  • Conta na Caixa Econômica Federal: crédito direto em conta corrente ou poupança;

  • Caixa Tem: depósito em poupança social digital aberta automaticamente;

  • Banco do Brasil (Pasep): crédito via TED, PIX ou saque presencial em agência;

  • Sem conta ou cartão: saque em agências da Caixa, lotéricas ou correspondentes Caixa Aqui, mediante documento com foto.

O trabalhador pode sacar o abono até 29 de dezembro de 2025. Após essa data, o valor retorna ao Fundo de Amparo ao Trabalhador e não pode mais ser resgatado.

Dicas para aproveitar bem o abono salarial

Especialistas em finanças indicam algumas estratégias:

  • Priorize quitar dívidas ou formar uma reserva de emergência;

  • Evite gastos impulsivos e planeje o uso do valor;

  • Fique atento às datas de saque e acompanhe o processo pelos canais oficiais.

Importância social e impacto econômico

O abono salarial funciona como um estímulo à inclusão social e como alívio financeiro para trabalhadores de baixa renda. O benefício fortalece o poder de compra e contribui para maior estabilidade econômica à população de até dois salários mínimos.

É especialmente relevante em períodos de instabilidade econômica, quando o valor injetado na economia ajuda a sustentar consumo e reduzir vulnerabilidades.

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