Festa HOJE (05)! Governo promove MUTIRÃO para zerar a fila de pedidos no INSS
Enfrentando um dos maiores desafios da previdência social brasileira, o governo federal anunciou uma megaoperação para reduzir drasticamente a fila de espera por benefícios no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
Em março de 2025, mais de 2,7 milhões de solicitações estavam represadas — incluindo aposentadorias, auxílio-doença e demais benefícios — e o governo já lançou uma série de medidas para acelerar as concessões.
Fila ainda alta, mas trajetória de queda
Entre março e junho de 2025, a fila apresentou queda de quase 10 %, passando de 2,7 milhões para cerca de 2,4 milhões de pedidos, uma redução equivalente a 264 mil requerimentos processados em apenas quatro meses.
O presidente do INSS, Gilberto Waller, atribuiu o avanço ao esforço conjunto de mutirões, trabalho extra dos servidores e ações concentradas em múltiplas frentes.
O ministro da Previdência, Wolney Queiroz, estabeleceu como meta oficial reduzir o tempo de espera para menos de 45 dias entre a solicitação e a liberação do benefício.
Estratégias adotadas pelo INSS para o plano operacional
O plano inclui diversas frentes de ação:
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Reformulação do sistema Atestmed para o auxílio-doença: a partir de setembro, o sistema deixará de apenas registrar atestados completos e assinados e apresentará análise técnica por um perito, dispensando a necessidade da perícia presencial em muitos casos. Isso deve acelerar a tomada de decisão para milhares de pedidos atuais.
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Realização de mutirões de atendimento e empenho da equipe do INSS em jornada extraordinária para dar conta dos processos represados.
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Contratação emergencial de novos profissionais: serão nomeados 250 médicos peritos — primeiro concurso em quinze anos — e convocados 300 novos analistas. Os reforços passam a atuar já em agosto, em todo o território nacional.
Essas ações compõem uma operação integrada do Ministério da Previdência e do próprio INSS, com foco em recuperação de eficiência e humanização do atendimento.
Resultados por tipo de benefício
Diferentes segmentos apresentaram quedas expressivas na fila:
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Aposentadorias lideraram a melhora, com queda de 25% no número de pedidos pendentes — cerca de 109 mil requerimentos a menos.
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Benefícios por incapacidade, como auxílio-doença e aposentadoria por invalidez, também registraram 9% a menos de pedido represado, reduzindo em cerca de 123 mil solicitações a demanda acumulada.

Tempo médio de concessão do benefício do INSS
A periodicidade média de análise também mostra evolução, apesar do aumento pontual em junho:
| Mês | Tempo médio de resposta |
|---|---|
| Março | 55 dias |
| Abril | 51 dias |
| Maio | 44 dias |
| Junho | 51 dias (alta pontual) |
Segundo autoridades, o leve aumento em junho se deve à liberação de casos mais antigos e complexos, o que pode influenciar temporariamente os dados mensais.
Meta ambiciosa: 30 dias no final de 2025
Em 2024, o presidente Lula havia estabelecido como compromisso que a fila de requerimentos do INSS seria reduzida para 30 dias até o final de 2025. Um objetivo ambicioso, diante da entrada constante de novos pedidos, estimada entre 900 mil e 1,4 milhão por mês.
Internamente, o governo já reconheceu que zerar completamente a fila é inviável — mas pretende manter um ritmo sustentável de atendimento com uso de inteligência artificial, digitalização e novas tecnologias, além dos reforços humanos e operacionais.
Pressões orçamentárias e operacionais
O volume acumulado na fila tem impacto direto nas finanças públicas. A Instituição Fiscal Independente projeta um excedente de R$ 16 bilhões em custos adicionais ao orçamento de 2025, como reflexo da liberação de benefícios represados.
Outro fator amplificador da crise foi a greve de peritos médicos federais, que durou de agosto de 2024 até abril de 2025 e interrompeu a concessão de benefícios por incapacidade. Com o retorno dos servidores e a retomada dos pagamentos, o governo espera recuperar o ritmo de processamento.
Impactos e importância social
A fila do INSS não afeta apenas estatísticas — ela representa atrasos na concessão de direitos básicos a aposentados e trabalhadores incapacitados. Longas esperas resultam em impactos diretos no sustento das famílias, dificultam tratamentos médicos e geram insegurança financeira.
Ao acelerar os processos, o governo pretende cumprir seu compromisso social e restaurar a confiança no sistema previdenciário, especialmente para quem depende de renda emergencial como o auxílio-doença.