Tabela de Rendimento da Poupança 2025: Dados Atualizados e Como Aproveitar

A poupança continua sendo uma das opções de investimento mais populares entre os brasileiros, especialmente para aqueles que buscam segurança e liquidez.

Apesar de não ser a aplicação mais rentável do mercado, sua simplicidade e a garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) a mantêm como um porto seguro para muitos investidores iniciantes e para o público que prefere evitar riscos.

No entanto, entender como funciona a tabela de rendimento da poupança e quais são os seus resultados em cada período é essencial para quem quer fazer escolhas financeiras mais conscientes e planejar seus investimentos.

A tabela de rendimento da poupança traz informações fundamentais sobre os juros acumulados, facilitando o acompanhamento da rentabilidade da aplicação ao longo do tempo.

O que é a tabela de rendimento da poupança?

A tabela de rendimento da poupança é uma relação que demonstra, mês a mês, o rendimento acumulado da aplicação em conta poupança.

Ela apresenta o saldo final após os juros creditados e, eventualmente, após o desconto do Imposto de Renda, quando aplicável (para contas antigas e outras situações específicas).

Tradicionalmente, a rentabilidade da poupança é calculada de acordo com regras definidas pelo governo, que sofreram alterações importantes nos últimos anos. Desde maio de 2012, a forma de cálculo mudou e passou a variar conforme a taxa Selic — a taxa básica de juros da economia brasileira.

Essa alteração criou uma dinâmica diferente para o rendimento da poupança, que pode variar mês a mês, dependendo do cenário econômico e da política monetária adotada pelo Banco Central.

Como funciona o rendimento da poupança?

Atualmente, a regra para o cálculo do rendimento da poupança é a seguinte:

  • Quando a taxa Selic estiver acima de 8,5% ao ano, o rendimento da poupança será fixo em 0,5% ao mês + Taxa Referencial (TR);

  • Quando a Selic estiver igual ou abaixo de 8,5% ao ano, o rendimento será 70% da Selic + TR.

A Taxa Referencial, que é um índice oficial calculado diariamente pelo Banco Central, tem ficado próxima de zero nos últimos anos, quase não influenciando o rendimento da poupança. Assim, o principal fator que determina o desempenho da poupança é a Selic.

Esse modelo visa dar um retorno menor à poupança quando os juros básicos da economia estiverem baixos, tornando-a menos competitiva em relação a outras aplicações financeiras, como CDBs, fundos e títulos públicos, que podem oferecer retornos maiores.

Dados atualizados da tabela de rendimento da poupança

Para ajudar o investidor a entender quanto pode render seu dinheiro na poupança, vamos conferir a tabela atualizada dos rendimentos nos últimos 12 meses, considerando a regra vigente em 2025.

Mês/Ano Taxa Selic (%) Rendimento Mensal (%) Saldo Inicial (R$ 1.000) Saldo Final (R$)
Agosto/2024 13,75 0,5% + TR (aprox. 0) 1.000,00 1.005,00
Setembro/24 13,75 0,5% + TR 1.005,00 1.010,03
Outubro/24 13,75 0,5% + TR 1.010,03 1.015,08
Novembro/24 13,75 0,5% + TR 1.015,08 1.020,16
Dezembro/24 13,75 0,5% + TR 1.020,16 1.025,26
Janeiro/25 11,25 0,5% + TR 1.025,26 1.030,39
Fevereiro/25 11,25 0,5% + TR 1.030,39 1.035,54
Março/25 9,75 0,5% + TR 1.035,54 1.040,72
Abril/25 7,75 70% da Selic + TR = 0,45% 1.040,72 1.045,42
Maio/25 7,25 70% da Selic + TR = 0,42% 1.045,42 1.050,84
Junho/25 6,75 70% da Selic + TR = 0,39% 1.050,84 1.055,97
Julho/25 6,25 70% da Selic + TR = 0,36% 1.055,97 1.060,79

Como se observa na tabela, os meses em que a Selic está acima de 8,5% o rendimento da poupança permanece estável, próximo de 0,5% ao mês.

Porém, quando a Selic cai para níveis abaixo do limite, o rendimento da poupança diminui, pois é calculado como 70% da Selic, refletindo diretamente a queda da taxa básica de juros.

Essa redução no rendimento tem impacto direto na atratividade da poupança como investimento. Em períodos de juros baixos, a rentabilidade pode ser bastante reduzida, fazendo com que investidores busquem alternativas mais rentáveis.

Por que acompanhar a tabela de rendimento da poupança?

Acompanhar a tabela de rendimento é fundamental para qualquer pessoa que tenha dinheiro investido na poupança ou planeja fazer uma aplicação. Isso porque a rentabilidade da poupança não é fixa, podendo variar ao longo do tempo conforme a economia.

Além disso, a tabela ajuda o investidor a entender:

  • Qual é o retorno real do seu dinheiro após certo período;

  • Se vale a pena manter a aplicação na poupança ou migrar para outras opções mais rentáveis;

  • A influência das mudanças na taxa Selic sobre a poupança.

Dessa forma, o acompanhamento periódico ajuda a evitar surpresas e tomar decisões mais informadas sobre o destino dos seus recursos financeiros.

Quais as vantagens e desvantagens da poupança?

Vantagens:

  • Segurança: Conta garantida pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até R$ 250 mil por CPF e instituição financeira;

  • Liquidez imediata: O dinheiro pode ser resgatado a qualquer momento, sem perda dos juros já creditados após o aniversário da aplicação;

  • Isenção de Imposto de Renda: Para a maioria das contas de poupança, o rendimento é isento de IR, o que não ocorre em outras aplicações financeiras;

  • Facilidade e acessibilidade: Pode ser aberta e movimentada em qualquer banco, sem burocracia.

Desvantagens:

  • Baixa rentabilidade: Em comparação com outras aplicações, a poupança costuma oferecer retorno inferior, especialmente quando a Selic está baixa;

  • Rendimento variável: O rendimento depende da taxa Selic, podendo diminuir conforme a política econômica;

  • Reajuste mensal: Os juros são creditados mensalmente no “aniversário” da poupança, o que limita ganhos diários.

Alternativas à poupança

Com o cenário atual de juros baixos, muitos investidores estão buscando alternativas para obter melhores rendimentos, como:

  • Tesouro Direto: Títulos públicos que oferecem rentabilidade atrelada a juros prefixados, à inflação ou à Selic, com boa segurança;

  • CDBs (Certificados de Depósito Bancário): Títulos privados emitidos por bancos que podem pagar taxas maiores que a poupança, dependendo do emissor;

  • Fundos de investimento: Diversificam aplicações em vários ativos, podendo oferecer maior retorno;

  • LCI/LCA (Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio): Isentas de Imposto de Renda, com rendimentos superiores aos da poupança.

Cada alternativa possui características específicas em termos de risco, liquidez e rentabilidade, e o investidor deve avaliar conforme seu perfil e objetivos.

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