AUMENTOU! Consumidor pagará R$ 46,8 bilhões em subsídios na conta de luz em 2025, aponta ANEEL
A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) aprovou em 15 de julho de 2025 o orçamento da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) para o ano seguinte.
O valor estimado é de R$ 49,2 bilhões, dos quais R$ 46,8 bilhões serão repassados aos consumidores via tarifa de energia — um aumento de 32,4% em relação a 2024.
O que é a CDE e por que ela pressiona sua conta
A CDE é um fundo setorial responsável por financiar políticas públicas no setor elétrico, como subsídios a fontes renováveis, programas sociais, universalização do serviço, sistemas isolados e incentivo à geração distribuída.
Segundo a ANEEL, entre os principais gastos estão:
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Geração distribuída (CDE-GD): destinada a compensar a energia produzida por consumidores com painéis solares, totalizando R$ 5,48 bilhões (+118% versus 2024);
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Fontes incentivadas (eólica, solar centralizada, biomassa): R$ 13,7 bilhões, alta próxima a 30%;
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Tarifa Social: R$ 7,8 bilhões (+26,6%), ampliada para contemplar 100% da conta até 80 kWh/mês, conforme MP 1300/2025;
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Luz para Todos: R$ 3,9 bilhões (+57%) para expandir energia elétrica em áreas rurais;
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Consumo de Combustíveis (CCC): R$ 12,6 bilhões (+17%), usado em geradores em locais isolados.
Repercussão no bolso do consumidor
A ANEEL já calculou que os encargos da CDE devem elevar a tarifa média em 5,76% nas regiões Sul, Sudeste e Centro‑Oeste, e 3,85% nas regiões Norte e Nordeste, para consumidores cativos de baixa tensão.
Esse acréscimo será embutido na conta de energia sob a forma de encargos de distribuição e transmissão — repassados diretamente aos usuários, sem intervenções diretas do governo.
Razões do aumento expressivo
O montante de R$ 49,2 bilhões representa crescimento de quase 32,4% em relação aos R$ 37,2 bilhões aprovados em 2024. Entre os motivos principais:
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Expansão da Tarifa Social, com cobertura total de até 80 kWh/mês para famílias de baixa renda;
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Maior subsídio à geração distribuída, elevada em 118% por mudança na metodologia de custo;
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Programas de universalização, como Luz para Todos e CCC, com orçamentos consideravelmente mais altos devido à demanda e necessidade de atualização de restos a pagar.
Medida Provisória estabelece limite
Para controlar a escalada dos subsídios, o governo editou recentemente uma Medida Provisória que estabelece um teto para o crescimento da CDE a partir de 2026.
Se esses limites forem ultrapassados — considerando despesas garantidas por lei — será criado o Encargo de Complemento de Recursos, repassado a quem mais se beneficia dos subsídios.
Próximos passos
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Análise Legislativa: o teto proposto pela MP será debatido no Congresso Nacional. A adoção de gatilhos e encargos suplementares será fundamental;
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Revisão de políticas: há pressão pública e institucional para revisar os subsídios, eliminando incentivos obsoletos ou ineficazes;
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Fiscalização: mais atenção da ANEEL, Ministério de Minas e Energia e Congresso será vital para avaliar custos e benefícios da CDE.
Gratuidade na conta de luz para 60 milhões de famílias
Desde 5 de julho de 2025, cerca de 60 milhões de brasileiros começaram a receber energia elétrica gratuita — exceto encargos como iluminação pública e ICMS — pelo novo modelo da Tarifa Social de Energia Elétrica, parte do programa Luz do Povo.
Quem tem direito
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Famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) com renda per capita de até meio salário mínimo, que consumirem até 80 kWh/mês.
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Ainda incluídos:
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Idosos e pessoas com deficiência que recebem BPC;
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Comunidades indígenas e quilombolas;
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Usuários de sistemas isolados com geração por energia solar e baterias.
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O que muda na conta
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Consumo até 80 kWh/mês passa a ser isento de cobrança;
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Continuam sendo cobradas:
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Taxas de iluminação pública;
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ICMS, conforme regras estaduais ou municipais .
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Novidades previstas: desconto social e abertura de mercado
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A partir de 1º janeiro de 2026, outros 55 milhões de pessoas terão desconto médio de 12% na conta, com isenção na CDE até 120 kWh/mês, também para beneficiários do CadÚnico com renda entre meio e um salário mínimo por pessoa;
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O programa Luz do Povo tem como metas:
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Justiça tarifária;
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Liberdade ao consumidor — com direito de escolha do fornecedor (implementação gradual: 2026 para indústria/comércio, 2027 para residências);
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Equilíbrio do setor elétrico, preservando contratos atuais e garantindo estabilidade.
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