Órbi Inova no HackTown: IA e Protagonismo Coletivo Impulsionam Futuro de Minas Gerais

Órbi revoluciona HackTown com inteligência artificial e empoderamento comunitário, promovendo um futuro colaborativo para Minas Gerais.
O Órbi, reconhecido hub de inovação e empreendedorismo digital sediado em Belo Horizonte, marcou presença com força no recente HackTown, realizado em Santa Rita do Sapucaí, no Sul de Minas. A participação do hub teve como principal objetivo a **cocriação de soluções inovadoras baseadas em inteligência artificial**, visando não apenas o desenvolvimento da capital mineira, mas também a expansão do espaço para o **protagonismo coletivo** dentro do dinâmico ecossistema de inovação do estado.
Além de sua atuação como Instituição de Ciência e Tecnologia (ICT), o Órbi se apresentou no evento como uma escola de inteligência artificial com foco em negócios. Essa frente de atuação orientou significativamente a agenda do hub durante o festival. Christiano Xavier, CEO do Órbi, ressaltou a importância da participação: “A gente vem para aprender, para trocar e para trazer os conhecimentos da nossa região”, afirmou.
Xavier sintetizou a estratégia do Órbi no HackTown sob o conceito de **protagonismo coletivo**, defendendo a integração entre o desenvolvimento socioeconômico e ambiental como pilar fundamental para a construção de uma rede estadual mais coesa e forte. “Queremos unir esforços para cocriar soluções para todas as regiões de Minas Gerais e do Brasil”, declarou o dirigente, reforçando o compromisso do hub com um futuro mais inclusivo e colaborativo.
Conforme informação divulgada pelo Diário do Comércio, entre as atividades de destaque promovidas pelo Órbi no festival, o painel “A voz da favela na transformação da sociedade” ofereceu uma perspectiva inovadora sobre o tema. O debate centrou-se nas comunidades como **produtoras de conhecimento e tecnologia**, desafiando visões tradicionais sobre inovação.
A Voz da Favela na Inovação
O painel contou com a participação de Christiano Xavier, CEO do Órbi, Pedro Quintanilha, arquiteto e coordenador de projetos da Nuar, Noele Gomes, empreendedora do Instituto Colmeia, e Fred Negro F., artista de hip hop e mestre em humanidades pela Agência Grafite Brasil. A discussão abordou como as comunidades periféricas podem ser protagonistas na geração de soluções tecnológicas e sociais.
Um dos pontos altos da discussão foi o tema “o futuro é ancestral”. Para Pedro Quintanilha, isso se conecta com o estado de presença e a valorização do tempo com os mais velhos, de quem se herdam histórias e conhecimentos valiosos. Ele também enfatizou que a escassez pode impulsionar a criatividade e que a pesquisa em tecnologia deve evitar a repetição de erros.
Quintanilha destacou a crença no **senso de colaboração como tecnologia**, uma visão que ressoa com o conceito de protagonismo coletivo defendido pelo Órbi. A ideia é que, juntos, podemos construir um futuro mais promissor e sustentável, aproveitando o saber coletivo.
Ancestralidade e Transformação no Presente
Noele Gomes trouxe uma nuance importante para o debate sobre ancestralidade. Ela ressaltou que “o futuro só vai ser ancestral se vier de uma ancestralidade que está transformando o agora dentro das próprias comunidades”. Essa perspectiva enfatiza a importância de ações concretas e transformadoras que emanam das comunidades para moldar o futuro.
A participação do Órbi no HackTown reforça a importância de integrar diferentes saberes e experiências na construção de um ecossistema de inovação mais robusto e representativo. A inteligência artificial, aliada ao protagonismo coletivo, emerge como ferramentas poderosas para o desenvolvimento de Minas Gerais.