Oferta Recorde de Carne de Frango Inunda Mercado Brasileiro e Preços Despencam em 2026, Superando Patamares de 2025

Produção e Oferta de Carne de Frango Atingem Níveis Históricos em 2026, Impactando Preços no Mercado Doméstico

A oferta de carne de frango no mercado brasileiro alcançou o seu patamar mais elevado desde o final de 2025 entre abril e junho de 2026, totalizando impressionantes 2,25 milhões de toneladas. Essa abundância, registrada pelos cálculos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP), sinaliza um cenário de alta disponibilidade da proteína avícola no país.

O período de restrições aos embarques de carne de frango em 2025, decorrente de um caso de Influenza Aviária em uma granja comercial no Rio Grande do Sul, contribuiu para um aumento da oferta interna naquele ano. Agora, em 2026, a situação se inverte, com uma oferta robusta que, segundo os pesquisadores do Cepea, tem levado a uma queda nos preços da carne de frango.

A perda de competitividade da carne de frango frente à carne suína, que se encontra em patamares de preço historicamente baixos, é um dos principais fatores que limitam a liquidez no mercado doméstico. Essa dinâmica pressiona ainda mais os valores da proteína avícola, tornando a concorrência acirrada.

Produção Elevada e Expectativas para o Fim de 2026

As estimativas para os próximos meses indicam a manutenção de um ritmo ainda elevado de produção de carne de frango. O Cepea projeta que, com a aproximação do final do ano, cortes tradicionais tendem a ceder espaço para o consumo de aves natalinas, além de uma maior preferência pela carne suína.

Essa mudança no comportamento do consumidor e nas dinâmicas de mercado pode resultar em um enfraquecimento adicional da demanda pela proteína avícola no período festivo. A atenção do mercado se volta para como essa oferta recorde será absorvida diante das mudanças sazonais e da forte concorrência.

Exportações Globais de Café Verde Apresentam Crescimento em Junho

Em um cenário diferente, as exportações mundiais de café verde apresentaram um aumento de 0,8% em junho em relação ao mesmo mês do ano anterior, totalizando 10,48 milhões de sacas de 60 kg. Segundo a Organização Internacional do Café (OIC), esse crescimento foi impulsionado por um forte aumento nos embarques da variedade arábica “naturais do Brasil”.

O mês de junho marcou o primeiro período de crescimento positivo para a variedade arábica após 15 meses consecutivos de retração. A OIC atribui esse resultado, em grande parte, a um efeito de base, considerando a acentuada queda registrada nas exportações em junho de 2025.

As exportações de “Brazil naturals” em junho de 2026 aumentaram 7,1%, alcançando 2,76 milhões de sacas. Já as exportações da variedade arábica “Colombian milds” registraram uma alta de 1,2%, chegando a 1,09 milhão de sacas. Em contrapartida, os embarques de grãos verdes de café robusta caíram 2,1% em junho, somando 3,97 milhões de sacas, sendo esta apenas a segunda ocorrência de baixa nos primeiros nove meses da safra 2025/26.

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