Fique Alerta: Produtos Piratas e Falsificados Invadem Lojas Físicas e Online; Saiba Como Identificar e Evitar Golpes

A proliferação de produtos ilegais no comércio, tanto em lojas físicas quanto em plataformas digitais, representa um desafio crescente para os consumidores brasileiros. Muitas vezes, esses itens, que vão de moda a eletrônicos e medicamentos, são vendidos disfarçados de mercadorias originais, enganando compradores desavisados.
A prática de vender produtos piratas ou falsificados não apenas causa prejuízos financeiros e à saúde, mas também afeta a economia do país. Para combater esse cenário, é fundamental que o poder público intensifique a fiscalização e o combate ao contrabando, ao mesmo tempo em que os consumidores adotam medidas de prevenção e identificação.
A diferença entre pirataria e falsificação é crucial: enquanto a pirataria envolve a cópia de obras protegidas por direitos autorais, a falsificação é a fabricação intencional de itens que imitam os originais. Ambos os casos configuram crime e prejudicam o mercado legal.
Para ajudar a população a se proteger, entidades de defesa do consumidor e marketplaces oferecem recomendações valiosas. Segundo o Procon-SP, itens de moda, eletrônicos e medicamentos estão entre os produtos mais visados pela falsificação, mas livros, filmes, jogos e músicas também sofrem com a venda ilegal.
Como identificar produtos ilegais e se proteger
A atenção aos detalhes é a primeira linha de defesa. Examinar o produto com cuidado, verificar a sua procedência e desconfiar de descontos que parecem bons demais para ser verdade são passos essenciais. Além disso, exigir notas fiscais e comprovantes de compra pode ser um diferencial importante na sua proteção.
Ao identificar uma venda ilegal, é importante que o consumidor denuncie. As plataformas de marketplaces e os órgãos de fiscalização são os canais adequados para relatar essas práticas e ajudar a coibir a disseminação de produtos ilícitos.
Dicas específicas para diferentes tipos de produtos
Para itens específicos, como os populares bonecos Labubu, o site da Magalu sugere verificar características como a caixa fosca, a quantidade exata de dentes (nove no original) e até mesmo o cheiro do brinquedo. Essas particularidades podem ser indicativos de autenticidade.
No caso de celulares, a verificação do IMEI é fundamental. No Brasil, o código de aparelhos legítimos geralmente começa com os prefixos 35, 11 ou 12. Para consultá-lo, basta discar *#06# no aplicativo de chamadas e comparar o número exibido na tela com o da etiqueta na caixa. Qualquer divergência pode sinalizar problemas de procedência.
Cuidados com compras online e pagamentos
Fabiana Saenz, diretora de inteligência antifraude do Mercado Livre, alerta sobre os perigos de clicar em links suspeitos. Ela recomenda evitar acessar links enviados por e-mail, SMS ou redes sociais, mesmo que pareçam vir de empresas confiáveis. O ideal é sempre acessar o site da loja diretamente, digitando o endereço no navegador.
Ao realizar pagamentos, especialmente via Pix, é essencial verificar a identidade do destinatário antes de confirmar a transação. Colocar informações financeiras em sites desconhecidos ou de procedência duvidosa aumenta significativamente o risco de cair em golpes e fraudes.