UFMG de olho em 5 imóveis do Estado para expandir ensino, saúde e inclusão via Propag

UFMG busca imóveis estaduais estratégicos para impulsionar ensino, saúde e inclusão através do Propag

A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) demonstrou interesse em cinco imóveis pertencentes ao Estado de Minas Gerais, que estão na lista de bens passíveis de transferência para a União no âmbito do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). A iniciativa, formalizada por meio de um ofício enviado ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) em 6 de julho, visa ampliar as atividades de ensino, saúde e inclusão da instituição.

Alguns dos imóveis já são utilizados pela UFMG em suas atividades, enquanto outros passariam a integrar o patrimônio universitário para novos projetos. A universidade já havia manifestado seu interesse à Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão de Minas Gerais (Seplag) durante a tramitação da proposta no governo estadual, conforme apurado pelo Diário do Comércio.

O interesse da UFMG nesses imóveis está alinhado com a necessidade de expandir sua infraestrutura para melhor atender à comunidade acadêmica e à população mineira. A transferência desses bens pode representar um avanço significativo na consolidação de projetos importantes para o desenvolvimento da universidade e do estado.

Hospital Risoleta Tolentino Neves: Ensino e Saúde para a Região Norte de BH

Um dos imóveis de maior destaque na lista é o Hospital Risoleta Tolentino Neves (HRTN). Inaugurado em 1998, o hospital está sob gestão da UFMG desde 2006, operando como um importante Hospital Geral e de Ensino. Com 451 leitos dedicados ao Sistema Único de Saúde (SUS), o HRTN atende cerca de 1,5 milhão de habitantes da região Norte de Belo Horizonte e da Região Metropolitana.

O hospital funciona como porta aberta para pronto-socorro e maternidade, além de ser o segundo maior campo de formação prática para os cursos da área da saúde da UFMG. A universidade manifestou o interesse no recebimento definitivo do imóvel, condicionado à sua incorporação à Rede HU Brasil, uma medida considerada essencial para garantir a sustentabilidade administrativa, financeira e assistencial da unidade.

Espaço do Conhecimento UFMG e o Sobrado Quatro Cantos: Cultura e Patrimônio Preservados

O Espaço do Conhecimento UFMG, inaugurado em 2010 e integrante do Circuito Liberdade, também está na mira da universidade. Desde sua abertura, a UFMG tem realizado investimentos contínuos na conservação e manutenção do local, que pertence ao Estado. Atualmente, a instituição investe na atualização de sua infraestrutura, como a substituição integral do sistema de ar-condicionado.

Outro imóvel de relevância cultural é o Sobrado Quatro Cantos, que faz parte do Campus Cultural UFMG em Tiradentes. Sob responsabilidade da universidade desde 2012, o espaço abriga o Espaço Cultural Quatro Cantos, dedicado a atividades de ensino, pesquisa, extensão e difusão cultural, além de setores administrativos. Em 2025, o campus recebeu mais de 40 mil visitantes, promovendo intensa programação cultural e acadêmica.

Plug Minas e Galpão da San Marino: Inclusão e Expansão Futura

A UFMG também manifestou interesse no imóvel Plug Minas, localizado no bairro Horto, em Belo Horizonte. A proposta é adaptar o espaço para a implantação da Moradia Universitária Indígena e Quilombola, fortalecendo as políticas de inclusão da universidade para estudantes desses grupos. Essa iniciativa visa oferecer estrutura permanente de acolhimento para programas como o PVSEI, Fiei e Lecampo.

Por fim, a universidade considera o galpão da antiga fábrica San Marino como um imóvel estratégico para futuras expansões. Sua localização próxima ao Campus Pampulha e à Fazenda Modelo de Pedro Leopoldo confere um elevado potencial para o desenvolvimento de novas atividades acadêmicas, científicas, tecnológicas, culturais ou administrativas, funcionando como uma importante reserva patrimonial para o planejamento de longo prazo da UFMG.

O ofício enviado ao MGI foi assinado pelo reitor da UFMG, Alessandro Fernandes Moreira. A universidade reiterou que a aquisição desses imóveis visa não apenas a continuidade de atividades já em curso, mas também a expansão de projetos cruciais para o futuro da instituição.

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