Nubank ROXO34: Queda de 30% na Bolsa acende alerta! Itaú BBA vê exagero e mantém compra com potencial de 52%

Ações do Nubank (ROXO34) despencam mais de 30% em 2026, mas Itaú BBA reitera compra com preço-alvo otimista. Entenda os motivos e o que esperar da fintech.
O ano de 2026 tem sido um turbilhão para as ações do Nubank, negociadas na Bolsa de Nova York sob o ticker ROXO34. Após um longo período de ascensão meteórica, a fintech, antes vista como um farol de sucesso global, enfrenta agora uma forte desvalorização superior a 30% desde janeiro. Essa reviravolta gerou apreensão sobre a capacidade da empresa de sustentar seu histórico de crescimento acelerado.
Diversos fatores contribuíram para o aumento da cautela do mercado, incluindo preocupações com a carteira de crédito, elevação de despesas, desafios na expansão internacional e mudanças na liderança financeira. No entanto, analistas do Itaú BBA enxergam um cenário mais otimista, acreditando que a reação dos investidores pode ter sido exagerada e que os fundamentos da empresa permanecem robustos.
Em um relatório divulgado recentemente, o Itaú BBA decidiu manter sua recomendação de compra para os papéis do Nubank, estabelecendo um preço-alvo de US$ 18 por ação. Essa projeção representa um potencial de valorização de aproximadamente 52% em relação aos níveis atuais de negociação, indicando que o banco acredita que o mercado está precificando um cenário excessivamente negativo para a fintech.
Por que as ações do Nubank caíram em 2026?
A recente queda nas ações do Nubank não se deve a um único fator, mas sim a uma conjunção de elementos que aumentaram a percepção de risco em torno da fintech. O mercado tem observado com atenção questões como a performance da carteira de crédito, o aumento das despesas operacionais da companhia, os desafios inerentes à expansão internacional e as recentes mudanças na liderança financeira da empresa. Esses pontos, em conjunto, levaram os investidores a reverem suas expectativas sobre o desempenho futuro da companhia.
Apesar dessas preocupações, o Itaú BBA argumenta que a maior parte desses receios já está refletida no preço atual das ações. Segundo a análise do banco, a avaliação de mercado do Nubank sofreu uma redução significativa, abrindo espaço para uma potencial recuperação nos próximos meses, caso os resultados da empresa comecem a demonstrar os efeitos positivos esperados.
Itaú BBA mantém recomendação de compra e vê desconto atrativo
Mesmo diante da turbulência, o Itaú BBA manteve sua recomendação de compra para as ações do Nubank. A instituição fixou um preço-alvo de US$ 18 por ação, o que sinaliza um potencial de valorização de cerca de 52% frente aos valores recentes. Para os analistas, o mercado tem precificado um cenário pessimista exagerado, desconsiderando indicadores operacionais que continuam a mostrar crescimento.
O relatório destaca ainda que as ações do Nubank estão sendo negociadas com um desconto considerável em relação à sua média histórica. O valuation atual apresenta uma redução de aproximadamente 38% comparado aos múltiplos médios dos últimos anos. Os especialistas observam que, se os papéis simplesmente acompanhassem o desempenho recente do índice Nasdaq, seu valor estaria substancialmente mais alto, indicando uma penalização específica da companhia.
Lucro e ROE elevado como motores de recuperação
Na visão do Itaú BBA, a entrega consistente de resultados financeiros será o principal catalisador para a recuperação da confiança do mercado. A expectativa é que os ajustes na carteira de crédito comecem a gerar efeitos mais claros em 2026, impulsionando as margens e o lucro. Os analistas projetam um lucro líquido de aproximadamente US$ 4,2 bilhões para o ano, um crescimento de cerca de 46% em relação ao período anterior.
Um indicador que continua a chamar a atenção é o retorno sobre patrimônio líquido (ROE), estimado próximo a 30%. Esse patamar é considerado elevado, mesmo quando comparado a bancos tradicionais e outras fintechs. O ROE demonstra a capacidade do Nubank de transformar o crescimento de sua base de clientes em geração de resultados tangíveis.
Modelo de negócios resiliente e expansão estratégica
O Itaú BBA reforça que o modelo de negócios do Nubank, baseado em tecnologia, automação e escalabilidade, continua competitivo. Essa estrutura permite reduzir custos e aumentar a eficiência operacional, com uma operação enxuta que minimiza despesas com agências físicas. O uso intensivo de inteligência artificial e análise de dados aprimora produtos, serviços e a avaliação de risco na concessão de crédito.
A capacidade de atrair talentos especializados em tecnologia e inovação financeira é outro diferencial estratégico para o crescimento a longo prazo. Quanto à expansão, o México desponta como um mercado promissor, com a conquista da licença bancária sendo um marco importante para ampliar a oferta de produtos e acelerar o crescimento da base de clientes. A operação mexicana tem mostrado evolução consistente, fortalecendo a tese de expansão internacional da empresa.
Por outro lado, os Estados Unidos ainda representam um desafio. Os investidores monitoram a capacidade da empresa de monetizar seus usuários e transformar investimentos em crescimento rentável. A operação norte-americana, vista como uma iniciativa de longo prazo, ainda exige aportes significativos e pressiona as despesas, sendo um dos fatores que gera cautela no mercado.