Festival do Queijo Artesanal de Minas Expande Horizontes: Novos Sabores e Regiões Produtoras Ganham Destaque

Festival do Queijo Artesanal de Minas: Vitrine de Sabores e Impulso para Novas Regiões Produtoras

O tradicional Festival do Queijo Artesanal de Minas (FQAM), realizado em Belo Horizonte, consolidou-se como uma plataforma essencial para a divulgação e expansão de mercados para produtores de queijo artesanal de Minas Gerais. Nesta 8ª edição, o evento abriu suas portas para duas novas regiões, o Vale do Suaçuí e o Vale do Mucuri, que apresentaram seus queijos e requeijões, respectivamente. Além disso, o queijo Cabacinha do Vale do Jequitinhonha ganhou um espaço dedicado, e a microrregião do Queijo Minas Artesanal (QMA) do Serro foi ampliada com a inclusão de quatro novos municípios. A iniciativa, conforme aponta a analista de Assistência Técnica e Gerencial do Sistema Faemg Senar, Paula Lobato, é crucial para a valorização e o acesso a novos mercados.

“Esse ano a gente teve a inclusão do queijo do Vale do Suaçuí e do requeijão moreno do Vale do Mucuri no Festival. As duas regiões tiveram a publicação do regulamento técnico esse ano. Então, em tempo recorde, a gente conseguiu fazer uma força-tarefa para regularizar dois produtores e trazê-los para o Festival”, explicou Paula Lobato. A participação no FQAM é vista como um marco para essas novas regiões, permitindo que seus produtos sejam conhecidos e apreciados por um público mais amplo, agregando valor e impulsionando o desenvolvimento econômico local.

A inclusão dessas novas regiões e produtos no festival representa um avanço significativo na cadeia produtiva do queijo artesanal mineiro. A expectativa é que, com o fortalecimento das associações e a regulamentação contínua, mais produtores de diversas localidades possam ter seus produtos reconhecidos e comercializados em eventos de grande porte como o FQAM, fortalecendo a identidade e a economia de Minas Gerais através de seus queijos.

Queijo do Vale do Suaçuí e Requeijão Moreno do Vale do Mucuri: Novas Conquistas

A presença inédita do queijo do Vale do Suaçuí e do requeijão moreno do Vale do Mucuri no Festival do Queijo Artesanal de Minas marcou um momento de celebração para os produtores dessas regiões. De acordo com Paula Lobato, a rápida regulamentação técnica desses produtos permitiu sua participação no evento, funcionando como uma importante vitrine. Inicialmente, os produtores participaram em estandes compartilhados, mas a meta para os próximos anos é a criação de espaços próprios, impulsionada pela formação de associações.

Maria Neusa Lopes Barreiros, produtora do requeijão moreno do Vale do Mucuri, de Malacacheta, ressaltou a importância da regulamentação e da participação no festival. “A conquista da regulamentação foi muito importante e abriu mais uma porta de oportunidades. Eu me sinto muito grata por isso, porque a gente vai trabalhar com mais segurança e o nosso cliente vai consumir um produto com mais segurança também”, declarou Maria Neusa. Ela comercializou rapidamente as 90 peças de requeijão que levou ao evento, a R$ 50 cada, demonstrando a alta demanda e o potencial de mercado.

Queijo Cabacinha do Vale do Jequitinhonha Ganha Espaço e Visibilidade

O Queijo Cabacinha, regulamentado em meados de 2025, teve sua participação fortalecida na 8ª edição do Festival do Queijo Artesanal de Minas, conquistando um estande próprio. Essa conquista é fruto dos avanços da Associação dos Produtores do Queijo Artesanal Cabacinha do Vale do Jequitinhonha (Aprocaje) e da regulamentação dos produtores. José Alves dos Santos e Rita de Cássia Trindade Alves, produtores do Queijo Cabacinha na Fazenda Terra Estranha, em Joaíma, relataram um aumento significativo na demanda desde a regulamentação e a participação em feiras.

“Antes eu não conseguia vender toda a minha produção. Mas, com a certificação, a situação mudou. Eu fui o primeiro produtor a ser certificado e isso abriu portas para a participação em feiras e eventos. O Festival do Queijo Artesanal é uma oportunidade muito importante que estamos tendo”, afirmou José Alves. Rita de Cássia acrescentou que a participação em eventos tem sido uma experiência gratificante para o casal, fortalecendo os laços familiares e impulsionando as vendas.

O presidente da Aprocaje, José Valério de Sousa Filho, produtor do Queijo Bonança, destacou a relevância do espaço próprio no festival. “É extremamente importante para nós, produtores do Vale, termos um espaço próprio. A presença em eventos como este festival permite que o Cabacinha transponha os portais do Vale e alcance o mundo”, pontuou. Atualmente, a região conta com cerca de 300 produtores, com 30 associados à Aprocaje e outros em processo de certificação, indicando um futuro promissor para o Queijo Cabacinha.

Expansão da Região do Queijo Minas Artesanal do Serro

A microrregião produtora do Queijo Minas Artesanal (QMA) do Serro foi oficialmente ampliada durante o festival, com a inclusão de quatro novos municípios: Carmésia, Guanhães, São João Evangelista e Senhora do Porto. Com essa adição, a microrregião passa a abranger 16 cidades, fortalecendo ainda mais a identidade e o prestígio do QMA do Serro. A analista Paula Lobato ressaltou que a inclusão desses municípios é fundamental para a agregação de valor aos produtos, pois confere a eles o reconhecimento do território e do “terroir” associado ao nome da Região do Serro.

José Ricardo Ozolio, presidente da Associação dos Produtores de Queijo Minas Artesanal da região do Serro, celebrou a expansão. “Para nós é muito importante a soma. Eu acredito muito que quando somamos ideias, pessoas diferentes, momentos de vida diferentes a algo que já existe, a gente agrega valor, traz novas realidades e a gente vai levar a nossa realidade para o mundo”, declarou Ozolio. A ampliação permite que mais produtores incorporem a identidade da Região do Serro em seus produtos, impulsionando o desenvolvimento e o reconhecimento em nível nacional e internacional.

O Festival do Queijo Artesanal de Minas continua a ser um catalisador para o crescimento e a valorização dos queijos artesanais mineiros, promovendo a diversidade, a qualidade e o desenvolvimento econômico das regiões produtoras. A inclusão de novas áreas e produtos demonstra o dinamismo do setor e o potencial de Minas Gerais como referência mundial em queijos artesanais.

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