Safra de Café Recorde Impulsiona Vendas no Brasil em 2026: Preços em Queda Aumentam Consumo

Vendas de Café Crescem Impulsionadas por Safra Histórica e Preços Mais Baixos no Brasil em 2026

O mercado brasileiro de café está vivenciando um momento promissor no início de 2026, com um crescimento expressivo nas vendas. Esse cenário positivo é reflexo direto de uma safra recorde esperada para o país e de uma consequente queda nos preços do produto em diversas categorias, conforme dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic).

As vendas acumuladas nos primeiros quatro meses de 2026 alcançaram 4,9 milhões de sacas, um aumento de 2,44% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Essa expansão nas vendas está diretamente ligada às projeções de uma das maiores safras de café dos últimos anos, o que contribui para uma maior oferta e, consequentemente, preços mais acessíveis para o consumidor final.

O aumento da produtividade e a queda nos valores médios do café vendido no mercado interno são os principais pilares que sustentam esse crescimento. A Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) é a fonte primária dessas informações, apresentando um panorama detalhado do setor.

Safra Recorde e Impacto na Produção Nacional

As expectativas para a safra de 2026 são extremamente positivas, com projeções que indicam um volume de produção significativamente maior. Em Minas Gerais, principal estado produtor, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevê uma colheita de 33,4 milhões de sacas, um aumento de 29,8% em relação ao ano anterior. Nacionalmente, a estimativa é de 66,7 milhões de sacas, representando um crescimento de 18% sobre a produção de 2025.

Esse aumento de produtividade é crucial para o abastecimento do mercado e para a manutenção de preços competitivos. O presidente da Abic, Pavel Cardoso, destacou que o cenário de maior oferta permitiu à indústria operar com mais previsibilidade e segurança na aquisição de matéria-prima ao longo do início do ano.

Queda nos Preços e Benefícios ao Consumidor

A queda nos preços é um dos fatores mais atrativos para o consumidor. As categorias Tradicional e Extraforte registraram uma redução de 15,51% no preço médio por quilo, chegando a R$ 55,34. As categorias Superior e Gourmet também apresentaram quedas, com os preços médios por quilo caindo para R$ 70,37 e R$ 109,66, respectivamente.

Essa redução nos preços está associada tanto à maior oferta quanto ao comportamento das bolsas internacionais e às estratégias comerciais do varejo. A pressão por vendas no setor supermercadista, conhecida como sell-out, também contribui para que a indústria consiga adquirir café com maior previsibilidade e a preços mais baixos.

Cafés Especiais e Descafeinados na Contramão

Em contrapartida, os cafés especiais apresentaram uma trajetória de alta. O preço médio por quilo da categoria Especial atingiu R$ 161,26 em abril de 2026, um aumento de 16,89% em relação ao ano anterior. Os cafés descafeinados também seguiram a mesma tendência, com uma valorização de 21% e preço médio de R$ 114,93 por quilo.

A Abic ressalta que o Índice de Oferta de Café para Indústria (IOCI) apontou uma melhora significativa no abastecimento de matéria-prima, retornando a um patamar considerado normal após um período de oferta mais seletiva.

Desafios e Expectativas para o Futuro do Café

Apesar do cenário positivo, a Abic mantém um olhar atento para fatores que podem impactar as próximas safras, como eventos climáticos. O El Niño, por exemplo, pode trazer incertezas para os ciclos produtivos futuros, como ocorreu em 2021 com a geada que impactou os preços em 2024.

A expectativa para os próximos meses é de maior estabilidade nos preços, com a confirmação da safra robusta e a recomposição dos estoques globais. A Abic projeta um comportamento mais regular das cotações, com a redução da volatilidade, o que beneficia tanto a indústria quanto os consumidores de café no Brasil.

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