Radares de Trânsito Viram Alvo de Criminosos: Metais Valiosos e Sabotagem Ameaçam a Segurança nas Ruas - Brasa Noticias

Radares de Trânsito Viram Alvo de Criminosos: Metais Valiosos e Sabotagem Ameaçam a Segurança nas Ruas

Radares sob ataque: o perigo invisível nas ruas

Os motoristas e pedestres podem estar enfrentando um risco adicional no trânsito, e o motivo vai além das infrações comuns. Equipamentos essenciais para a fiscalização, como os radares, tornaram-se alvos diretos de criminosos. O interesse está nas peças e nos valiosos metais que compõem esses dispositivos, uma prática que já acende um alerta entre autoridades e prefeituras, especialmente nos grandes centros urbanos.

A retirada e a sabotagem desses equipamentos reduzem significativamente a capacidade de fiscalização em locais cruciais da cidade, justamente onde há um histórico de acidentes, excesso de velocidade e atropelamentos. Essa onda de vandalismo compromete a segurança e a ordem no trânsito.

O valor de cada radar instalado pode variar entre R$ 100 mil e R$ 150 mil, dependendo do modelo. No entanto, o que atrai os criminosos não é o equipamento inteiro, mas sim seus componentes internos, ricos em materiais como cobre e outros metais preciosos. Esses materiais são frequentemente vendidos em desmanches clandestinos, alimentando um mercado ilegal de sucata e metais. Conforme apurado, essa prática já é uma preocupação para as autoridades de trânsito em diversas cidades brasileiras.

O impacto direto na segurança viária

Quando um radar é furtado ou danificado, o prejuízo não se limita ao poder público. A redução da fiscalização em áreas de risco aumenta a probabilidade de acidentes, atropelamentos e mortes. A ausência de controle de velocidade pode encorajar comportamentos de risco, como o excesso de velocidade, colocando em perigo a vida de todos que utilizam as vias.

A população mais vulnerável, como pedestres, ciclistas e usuários de transporte público, sente o impacto de forma mais acentuada. A falta de fiscalização em pontos críticos transforma ruas movimentadas em cenários de maior perigo, minando a sensação de segurança e a fluidez do trânsito.

Prefeituras buscam soluções criativas contra o vandalismo

Para combater o furto de componentes, algumas administrações municipais têm adotado medidas inovadoras. Uma delas é a substituição de fios de cobre por cabos de alumínio. Embora o alumínio seja menos atrativo para a revenda ilegal por seu menor valor, ele é tecnicamente menos eficiente em algumas aplicações, mas representa uma alternativa para diminuir o interesse dos criminosos.

Em São Paulo, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) implementou estruturas metálicas de proteção nos postes dos radares, apelidadas de “chapéu chinês”. Essas barreiras, com tiras metálicas voltadas para baixo, dificultam a escalada e o acesso direto aos equipamentos. A iniciativa começou em locais com maior histórico de furtos e vandalismo, com planos de expansão para outras áreas da cidade.

O desafio da pichação e obstrução de lentes

Apesar das proteções físicas, um tipo de ataque ainda persiste com frequência: a pichação e a obstrução das lentes dos radares. Embora esse vandalismo não destrua o equipamento, ele prejudica a captação das imagens das infrações, tornando o radar inoperante para fins de fiscalização. As empresas responsáveis pela manutenção precisam realizar limpezas e reparos, o que resulta em um período em que o radar fica temporariamente desativado.

Um erro comum entre os motoristas é acreditar que, ao perceber um radar danificado, a fiscalização naquele trecho deixou de existir. Essa interpretação equivocada pode levar muitos condutores a reduzir a atenção e desrespeitar os limites de velocidade. Contudo, essas áreas podem continuar a ser monitoradas por outros meios ou ter o equipamento restabelecido rapidamente, aumentando o risco de acidentes.

Vandalismo: um prejuízo que vai além do financeiro

Embora o custo para a reposição dos equipamentos seja elevado, o principal impacto do vandalismo aos radares é na segurança viária. A destruição desses dispositivos compromete políticas públicas voltadas para a prevenção de acidentes e enfraquece a capacidade de controle em locais considerados sensíveis. Para as autoridades, o avanço desse tipo de crime reforça a necessidade de estratégias mais robustas de proteção e monitoramento da infraestrutura urbana, garantindo que a fiscalização continue a cumprir seu papel de salvar vidas.

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