Fávaro: Agronegócio Não Precisa Temer Quarto Mandato de Lula, Ministro Garante Diálogo e Políticas Públicas de Sucesso

Ex-ministro Carlos Fávaro defende que o agronegócio não tem motivos para recear uma nova gestão de Lula, destacando a reconstrução de pontes e o sucesso de políticas públicas implementadas.
O ministro Carlos Fávaro, que em breve deixará o Ministério da Agricultura para retornar ao Senado, expressou forte convicção de que o distanciamento entre o agronegócio e o governo federal diminuiu consideravelmente nos últimos três anos.
Segundo Fávaro, em entrevista exclusiva ao Broadcast Agro, muitas pontes foram reconstruídas, o que deve resultar em um cenário eleitoral com menos radicalismo. Ele ressalta que a resistência do setor ao governo atual tem diminuído, atribuindo isso ao trabalho e às políticas públicas implementadas.
“Tenho convicção que muitas pontes foram reconstruídas e teremos menos radicalismo na eleição deste ano. Todos aqueles que racionalmente avaliam o governo, percebem que houve uma ponte reconstruída”, afirmou o ministro. Conforme divulgado pelo Estadão Conteúdo, Fávaro acredita que o setor não precisa temer um quarto mandato de Lula, pois o presidente estará ao lado do agronegócio.
A missão de desmistificar e reconstruir laços
Carlos Fávaro considera que uma de suas principais missões à frente da pasta foi justamente desmistificar a ideia de que o presidente Lula prejudicaria o agronegócio brasileiro ou que seu governo traria incertezas e perseguição. Ele enfatiza que essa percepção não se concretizou.
“Fazia parte da missão desmistificar que o presidente Lula faria mal ao agronegócio brasileiro ou que seria um governo de incertezas e perseguição, o que não se concretizou”, apontou Fávaro. Ele lembrou que as políticas públicas dos governos Lula foram cruciais para a grande virada da agropecuária brasileira.
Legado e a importância da continuidade das políticas públicas
O ministro destacou como legado de sua gestão as modernizações na estrutura do Ministério da Agricultura, incluindo a digitalização de estações meteorológicas e a adoção de certificados sanitários eletrônicos, além da desburocratização de processos. Ele espera que seu sucessor dê continuidade a esse trabalho.
“O posicionamento do presidente Lula é de que não haja interrupção das políticas públicas, do direcionamento das ações que estão sendo feitas. A única mudança será o nome que executará as políticas públicas que já estão estabelecidas”, analisou Fávaro. A palavra de ordem, segundo ele, é continuidade.
Políticas de sucesso e o futuro da pasta
Fávaro citou o investimento em biocombustíveis, a realização de Planos Safras sucessivamente maiores e a abertura de mercados como exemplos de políticas que demonstraram o apoio do governo ao produtor rural. Ele acredita que essas ações foram fundamentais para o desenvolvimento do setor.
O ministro discutiu a sucessão da pasta com o presidente Lula, reforçando que a escolha do novo ministro será uma decisão presidencial. A expectativa é que o escolhido tenha um forte compromisso em seguir com as políticas públicas que estão sendo implementadas, garantindo assim a estabilidade e o crescimento do agronegócio brasileiro.