Conta de luz mais barata em dezembro: ANEEL redefine bandeira tarifária HOJE (05/12)

O consumidor brasileiro terá um alívio na fatura de energia elétrica este mês. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou na última sexta-feira (28/11/2025) que a bandeira tarifária para dezembro foi alterada de vermelha patamar 1 para amarela, o que reduz o custo extra cobrado nas contas de luz.
Com isso, o adicional passa de R$ 4,46 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos para R$ 1,885 por 100 kWh. Na prática, esse ajuste representará um alívio para famílias e pequenos comércios — sobretudo aqueles com consumo moderado de energia.
Por que a conta de luz ficou mais barata
Segundo a Aneel, a redução da cobrança extra se deve às condições de geração de energia que se tornaram mais favoráveis com a chegada do período de chuvas em grande parte do país.
A previsão de precipitações para dezembro é superior à registrada em novembro, o que contribui para a recuperação dos reservatórios das hidrelétricas e reduz a necessidade de acionar usinas térmicas — mais caras para operar.
Apesar da melhora, a agência alerta que as chuvas ainda estão abaixo da média histórica para o mês. Por isso, o sistema elétrico continuará dependendo, de forma complementar, das termelétricas para garantir o abastecimento, especialmente em horários de maior consumo ou em regiões com menor geração hídrica.
Essa oscilação nas tarifas reflete o mecanismo de bandeiras tarifárias implementado pela Aneel em 2015, que busca reajustar — de acordo com as condições de geração — o custo da energia para o consumidor.
Quem ganha mais com a redução na conta de luz
A redução do custo adicional na conta de luz tende a impactar de maneira mais significativa os consumidores residenciais com consumo moderado ou alto e os pequenos negócios, que dependem de energia elétrica para suas atividades.
Para famílias de baixa e média renda, a mudança representa um alívio no orçamento doméstico, especialmente em dezembro, quando há maior consumo por causa de decoração, iluminação, equipamentos eletrodomésticos etc.
Para pequenos comércios e microempreendedores, a redução na tarifa extra pode ajudar a reduzir custos fixos e ajudar no planejamento financeiro de fim de ano.
Mesmo para consumidores com tarifa social (beneficiários de programas de assistência), a diminuição do valor adicional contribui para maior proteção orçamentária, embora o ganho seja proporcional ao consumo.
Limitações e alerta da Aneel
Apesar da melhora, a Aneel ressalta que a geração por fontes renováveis como solar continua intermitente — especialmente à noite e nos horários de pico. Isso significa que a oferta de energia não é constante, e a dependência de termelétricas ainda existe.
Além disso, embora a bandeira amarela represente um desconto comparado à bandeira vermelha, ela ainda implica cobrança extra. Ou seja: a conta de luz continua mais cara do que se estivesse em bandeira verde, o que indica que o sistema elétrico permanece em situação de atenção.
Para famílias que fazem uso intensivo de energia (ar-condicionado, aquecedores, eletrodomésticos etc.), o impacto financeiro continuará relevante, mesmo com a redução do adicional.
O que observar agora
Especialistas e representantes do setor alertam que, mesmo com essa redução, é fundamental que consumidores adotem práticas conscientes de uso da energia elétrica — desligar aparelhos fora de uso, investir em eficiência energética, usar iluminação LED, entre outras medidas.
Isso pode ajudar a evitar surpresas na fatura, sobretudo se houver mudanças nas bandeiras nos próximos meses.
Além disso, o cenário climático e hidrológico do país continua incerto. A possibilidade de chuvas abaixo da média histórica gera um alerta de que a tarifa extra ou o acionamento de térmicas mais caras ainda pode ser necessário, o que dependerá da evolução das condições de geração de energia.
Para quem reside em regiões mais vulneráveis ou de menor renda, vale atenção especial a programas de assistência e benefícios concedidos pelo governo — como a Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE), que concede descontos consideráveis para famílias de baixa renda e pode suavizar o impacto de eventuais altas na conta.