Como saber quanto vou receber do INSS em agosto? Confira o cálculo

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) é responsável pelo pagamento de milhões de aposentadorias, pensões e auxílios em todo o Brasil. Uma dúvida recorrente entre segurados e trabalhadores é como calcular o valor exato do benefício que será recebido, especialmente em meses de mudanças, como agosto de 2025.

Neste período, muitos aposentados e pensionistas querem confirmar se o pagamento será reajustado, se haverá descontos, e como funciona o cálculo aplicado pelo órgão.

Para entender o cálculo, é necessário conhecer as regras atuais do INSS, as variações de cada tipo de benefício e os critérios utilizados para definir o valor final. A seguir, vamos detalhar como é feito esse processo, quais fatores influenciam o pagamento e como o segurado pode verificar se está recebendo corretamente em agosto.

O que é considerado no cálculo do benefício do INSS?

O valor do benefício pago pelo INSS varia de acordo com o histórico de contribuições do trabalhador e o tipo de benefício solicitado. As principais variáveis são:

  1. Tempo de contribuição – Quanto mais anos de contribuição, maior tende a ser o valor do benefício.

  2. Média salarial – Calculada com base nos salários de contribuição desde julho de 1994, corrigidos monetariamente.

  3. Fator previdenciário ou regra de transição – Pode aumentar ou reduzir o benefício, dependendo da idade e do tempo de contribuição.

  4. Teto do INSS – Nenhum benefício pode ultrapassar o valor máximo estabelecido pelo INSS.

  5. Salário mínimo vigente – Nenhum benefício pode ser inferior ao salário mínimo nacional.

Esses critérios são utilizados de forma diferenciada dependendo se o benefício é de aposentadoria, pensão por morte, auxílio-doença, salário-maternidade ou Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas).

Passo a passo para calcular o valor em agosto

1. Verifique o histórico de contribuições

O primeiro passo é acessar o Meu INSS, plataforma online disponível em site e aplicativo. Nela, o segurado pode consultar o CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais), que registra todos os salários e contribuições feitas ao INSS. É a partir desse histórico que a média será calculada.

2. Calcule a média salarial

Desde a Reforma da Previdência de 2019, a média é feita considerando 100% dos salários de contribuição a partir de julho de 1994. Antes, apenas 80% dos maiores salários eram levados em conta.

Exemplo:

  • Se o trabalhador teve 200 meses de contribuição desde 1994, todos os salários corrigidos serão somados e divididos por 200.

  • Esse resultado será a média salarial.

3. Aplique o percentual conforme a regra do benefício

O valor não corresponde automaticamente à média salarial. Dependendo do tipo de aposentadoria, o cálculo muda:

  • Aposentadoria por idade: o segurado recebe 60% da média, mais 2% a cada ano de contribuição acima de 20 anos para homens e 15 anos para mulheres.

  • Aposentadoria por tempo de contribuição (antes da reforma): pode envolver o fator previdenciário, que leva em conta idade, expectativa de vida e tempo de contribuição.

  • Aposentadoria por invalidez (incapacidade permanente): em regra, é de 60% da média + 2% por ano acima do tempo mínimo, mas pode chegar a 100% em casos de acidente de trabalho ou doenças graves.

  • Auxílio-doença: corresponde a 91% da média dos salários de contribuição.

  • Pensão por morte: geralmente equivale a 50% do valor do segurado + 10% por dependente, até o limite de 100%.

4. Verifique o piso e o teto do INSS

  • Piso: em agosto de 2025, o piso previdenciário segue o valor do salário mínimo (R$ 1.502,00).

  • Teto: o valor máximo pago pelo INSS é de R$ 7.786,02.

Isso significa que, mesmo que o cálculo indique um valor menor que o salário mínimo, o benefício será ajustado para o piso. Já se o resultado ultrapassar o teto, será limitado a esse valor.

5. Considere descontos obrigatórios

No contracheque do benefício, alguns descontos podem aparecer:

  • Imposto de Renda (IR) – aplicado de acordo com a tabela progressiva, exceto para quem é isento.

  • Contribuição previdenciária de servidores aposentados – em casos específicos do setor público.

  • Empréstimos consignados – se contratados, os descontos são automáticos.

Esses valores reduzem o que será efetivamente recebido em conta.

Exemplos práticos de cálculo em agosto

Exemplo 1: Aposentadoria por idade

  • Homem com 25 anos de contribuição.

  • Média salarial: R$ 3.000,00.

  • Cálculo: 60% da média + 2% por ano acima de 20 anos (5 anos extras → 10%).

  • Resultado: 70% de R$ 3.000,00 = R$ 2.100,00.

Como está acima do salário mínimo e abaixo do teto, o valor pago será R$ 2.100,00.

Exemplo 2: Auxílio-doença

  • Trabalhador afastado com média salarial de R$ 2.500,00.

  • Cálculo: 91% da média.

  • Resultado: R$ 2.275,00.

Esse será o valor do benefício em agosto.

Exemplo 3: Benefício limitado ao piso

  • Mulher com 15 anos de contribuição.

  • Média salarial: R$ 1.200,00.

  • Cálculo: 60% da média = R$ 720,00.

  • Como é menor que o salário mínimo, o INSS pagará R$ 1.502,00 em agosto.

O reajuste anual dos benefícios

Um ponto importante a ser destacado é que os benefícios do INSS têm reajuste anual, normalmente aplicado em janeiro. Em agosto, o valor não sofre reajuste automático, exceto nos casos de:

  • Mudança no salário mínimo (que afeta diretamente quem recebe o piso previdenciário).

  • Correções judiciais ou revisões concedidas ao segurado.

Portanto, em agosto de 2025, os valores pagos seguem os índices já aplicados no início do ano.

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