Brasil na Liderança: Tecnologia de Baixo Carbono Abre Caminhos Inovadores para Liderança Global do País

Brasil tem chance única de liderar em tecnologias verdes de baixo carbono, aponta diplomata

A crescente urgência em combater as mudanças climáticas, marcada por eventos extremos cada vez mais frequentes e um aquecimento global acelerado, exige a adoção imediata de tecnologias de baixo carbono. A remoção de gases de efeito estufa da atmosfera e a redução de emissões são cruciais para o equilíbrio do planeta.

Nesse cenário desafiador, o Brasil encontra um campo fértil para inovar e assumir uma posição de destaque. Tecnologias ainda em desenvolvimento, como a gaseificação de biomassa, a produção de hidrogênio verde e o combustível sustentável de aviação (SAF), representam oportunidades concretas.

Segundo o diplomata e negociador climático Pedro Ivo Ferraz da Silva, o país possui vantagens significativas para explorar essas áreas, especialmente devido à sua expertise em biotecnologia e biocombustíveis. Conforme divulgado pelo Estadão Conteúdo, Silva palestrou sobre o tema Inovação Tecnológica e Mudança do Clima durante o São Paulo Innovation Week.

Oportunidades em Combustíveis Sustentáveis e Hidrogênio Verde

O diplomata Pedro Ivo Ferraz da Silva ressaltou o potencial brasileiro na liderança do mercado de Combustível Sustentável de Aviação (SAF). “O Brasil, em função da sua capacidade com biotecnologia, biocombustíveis, acho que pode dominar esse mercado ao oferecer soluções de baixa emissão de querosene de aviação, por exemplo”, afirmou Silva.

Ele também destacou a importância dos eletrolisadores para a produção de hidrogênio verde. Essa tecnologia é fundamental para a descarbonização de diversos setores industriais e de transporte, e o Brasil pode se posicionar como um grande produtor e exportador desse insumo energético limpo.

Brasil na Presidência do Comitê de Tecnologia Climática da ONU

Este ano, o Brasil assumiu a presidência do comitê de tecnologia da ONU sobre mudança do clima (UNFCCC), um marco inédito. Este órgão é responsável por analisar e recomendar o desenvolvimento e a transferência de tecnologias essenciais para o enfrentamento das mudanças climáticas.

A atuação do comitê abrange áreas como inovação, tecnologias emergentes, capacitação, financiamento e o fortalecimento de ecossistemas tecnológicos, reunindo especialistas de países desenvolvidos e em desenvolvimento para encontrar soluções conjuntas.

Aliança Global para Acelerar o Empreendedorismo Verde

Um dos entraves identificados por Silva é a concentração da capacidade de desenvolvimento e produção tecnológica em poucos países. Para superar essa barreira, foi lançada durante a COP-30 no Brasil a Global South Cleantech Entrepreneurship Alliance (GSCEA).

O objetivo da aliança é criar uma rede global de países em desenvolvimento para impulsionar o empreendedorismo verde e as tecnologias limpas. A iniciativa busca “explorar sinergias, agregar demandas, internacionalizar soluções de países com desafios muito mais comuns”, conforme explicou o diplomata.

São Paulo Innovation Week e o Futuro da Inovação

O São Paulo Innovation Week, festival de inovação realizado em parceria pelo Estadão e Base Eventos, encerrou sua programação principal e continuou com eventos em Centros Educacionais Unificados (CEUs) ao longo do fim de semana. A iniciativa contou com debates e experiências imersivas com nomes relevantes do cenário científico e cultural.

A segunda edição do festival já está confirmada para 2027, reforçando o compromisso com a discussão e o avanço da inovação tecnológica no Brasil, especialmente no que tange às soluções para as mudanças climáticas e o desenvolvimento de um futuro mais sustentável.

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