Bolsa Família 2026: Orçamento bilionário foca em combate à fome e inclui mais de 300 mil estrangeiros

Bolsa Família manterá R$ 158 bilhões em 2026, priorizando combate à pobreza e inclusão de estrangeiros

O principal programa de transferência de renda do governo federal, o Bolsa Família, terá um orçamento robusto de R$ 158 bilhões em 2026. Esse valor, que se mantém o mesmo destinado para 2025, reforça a estratégia do Executivo em manter a política social como eixo central das ações governamentais. A decisão foi oficializada no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026, sancionado com vetos presidenciais.

A manutenção do montante para o Bolsa Família demonstra a prioridade fiscal dada ao combate à pobreza e à insegurança alimentar. Isso ocorre mesmo em um contexto de controle de gastos e necessidade de cumprimento das regras estabelecidas pelo novo arcabouço fiscal. A medida visa garantir a continuidade do suporte às famílias em situação de vulnerabilidade.

O orçamento de 2026, segundo informações divulgadas pelo Seu Crédito Digital, prevê um superávit primário de 0,25% do PIB, equivalente a R$ 34,5 bilhões. No entanto, é importante notar que este cálculo desconsidera cerca de R$ 57 bilhões em despesas com precatórios, que serão pagos fora da meta fiscal. O orçamento total da União para 2026 está estimado em R$ 6,3 trilhões, com R$ 1,82 trilhão destinado ao refinanciamento da dívida pública.

Orçamento Prioriza Políticas Sociais e Educação

As maiores fatias do orçamento federal em 2026 estão concentradas em áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento social do país. O Ministério da Previdência Social lidera com um montante impressionante de R$ 1,146 trilhão. Logo em seguida, aparece o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, responsável direto pelo Bolsa Família, com R$ 302,8 bilhões.

O Ministério da Saúde receberá R$ 271,286 bilhões, enquanto o Ministério da Educação terá à disposição R$ 233,6 bilhões. Esses valores evidenciam o compromisso do governo com o bem-estar e a formação dos cidadãos. Em contrapartida, ministérios como Igualdade Racial, Pesca e Aquicultura, Mulheres e Direitos Humanos terão dotações orçamentárias significativamente menores, todas abaixo de R$ 1 bilhão.

Outros Programas Sociais Recebem Investimento

Além do Bolsa Família, outras importantes políticas sociais também foram contempladas no orçamento de 2026. O programa Pé-de-Meia, que incentiva a permanência de estudantes do ensino médio na escola, contará com R$ 11,47 bilhões. A iniciativa busca garantir que os jovens concluam seus estudos com apoio financeiro.

Outro programa relevante é o Gás para Todos, que receberá R$ 4,7 bilhões. O objetivo é subsidiar o acesso ao botijão de gás para famílias de baixa renda, aliviando o peso das despesas com energia no orçamento doméstico. Esses programas demonstram a amplitude das ações sociais planejadas pelo governo.

Estrangeiros São Beneficiários do Bolsa Família

Um dado que chama a atenção no Bolsa Família é a inclusão de estrangeiros entre os beneficiários. De acordo com informações obtidas via Lei de Acesso à Informação, mais de 300 mil estrangeiros residentes legalmente no Brasil recebem o benefício. A legislação brasileira permite esse acesso desde que os requisitos sejam cumpridos, reforçando o caráter social e humanitário do programa.

Para ser elegível, o estrangeiro precisa comprovar residência regular no Brasil, possuir CPF ativo e estar inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais. Além disso, a renda familiar per capita deve ser de até R$ 218 mensais, critério fundamental para a concessão do benefício. Os venezuelanos representam a maior parcela desses beneficiários, refletindo o contexto migratório recente na região.

Vetos Presidenciais e Cenário Fiscal

O orçamento de 2026 também foi marcado por vetos presidenciais a dispositivos que somavam cerca de R$ 400 milhões, inseridos pelo Congresso Nacional e considerados pelo governo como incompatíveis com a legislação vigente. Outro veto importante se refere a tentativas de alterar a destinação de despesas discricionárias do Executivo, o que poderia ferir regras orçamentárias.

A manutenção do Bolsa Família com um orçamento expressivo, mesmo diante de um cenário fiscal que exige controle de gastos, sinaliza a prioridade política em mitigar a pobreza e a desigualdade social no Brasil. A inclusão de estrangeiros, dentro das regras estabelecidas, também reflete uma abordagem humanitária na condução das políticas públicas.

Botão Voltar ao topo