Auxílio-Inclusão: INSS libera R$ 810 extras para beneficiários do BPC que buscam emprego e renda

Auxílio-Inclusão: Renda extra de R$ 810,50 para quem tem BPC e consegue emprego formal
O Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas) é um importante suporte para milhares de brasileiros com deficiência. No entanto, o receio de perder esse benefício ao ingressar no mercado de trabalho formal impede muitos de buscar novas oportunidades de renda. A falta de informação sobre mecanismos de proteção, como o Auxílio-Inclusão, contribui para essa barreira.
Recentemente, com o reajuste do salário mínimo para R$ 1.621 em 2026, o Auxílio-Inclusão teve seu valor atualizado para R$ 810,50. Este benefício funciona como um complemento, pago pelo INSS, para quem já foi beneficiário do BPC e agora está empregado formalmente.
O objetivo principal do Auxílio-Inclusão é justamente quebrar o ciclo de insegurança financeira, permitindo que a pessoa com deficiência possa ter um salário, carteira assinada e, ao mesmo tempo, manter um auxílio do governo. Essa dualidade de renda garante mais segurança e dignidade, conforme divulgado pelo INSS.
O que é o Auxílio-Inclusão e como ele funciona
O Auxílio-Inclusão é um programa social criado para incentivar a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho formal. Ele é destinado especificamente para aqueles que já recebiam ou recebem o BPC por motivo de deficiência e que conseguem um emprego com carteira assinada. Ao invés de perder o benefício integral, o BPC é suspenso temporariamente, dando lugar ao Auxílio-Inclusão.
Dessa forma, o beneficiário não fica desamparado. Ele passa a ter duas fontes de renda: o salário do emprego e o Auxílio-Inclusão. Essa combinação visa aumentar a renda familiar de maneira segura e legal, promovendo maior autonomia financeira e participação social.
Valor atualizado e diferenças entre BPC e Auxílio-Inclusão
Com o novo salário mínimo de R$ 1.621 em 2026, o Auxílio-Inclusão agora é de R$ 810,50, correspondendo a 50% do valor do piso nacional. É importante notar que este valor é fixo e reajustável, acompanhando automaticamente as correções do salário mínimo. Isso garante que o poder de compra do benefício seja mantido ao longo do tempo.
Quando um beneficiário do BPC por deficiência consegue um emprego formal, o pagamento do BPC é suspenso, e não cancelado definitivamente. O Auxílio-Inclusão entra em vigor nesse período. Ao final do contrato de trabalho, caso a pessoa perca o emprego, o BPC pode ser reativado automaticamente, sem a necessidade de um novo processo ou perícia, desde que a demissão seja devidamente comunicada ao INSS.
Quem tem direito ao Auxílio-Inclusão em 2026
Para ter acesso ao Auxílio-Inclusão, alguns requisitos são obrigatórios. O benefício é exclusivo para pessoas com deficiência que já recebem ou receberam o BPC por deficiência. Não é destinado a beneficiários do BPC por idade. A deficiência deve ser classificada pelo INSS como moderada ou grave.
Além disso, o salário do trabalhador não pode ultrapassar dois salários mínimos vigentes, que em 2026 equivalem a R$ 3.242 mensais. É fundamental que o Cadastro de Pessoa Física (CPF) e o Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) estejam em situação regular. O beneficiário também precisa ter recebido o BPC nos últimos 12 meses antes de iniciar o trabalho formal.
O Auxílio-Inclusão ainda é pouco conhecido
Apesar de ser uma ferramenta importante para a inclusão produtiva, o Auxílio-Inclusão ainda é pouco divulgado, o que contribui para o desconhecimento geral. O medo histórico de perder o BPC ao trabalhar, uma realidade de muitos anos, ainda gera receio na população, mesmo com a legislação atual oferecendo proteção. Essa insegurança dificulta a busca por novas oportunidades.
O Auxílio-Inclusão representa um avanço significativo na política de inclusão social e combate à exclusão histórica de pessoas com deficiência. Ao permitir que trabalhem sem o risco de perder sua rede de proteção, o benefício promove autonomia financeira e reduz a dependência exclusiva do Estado.
Como solicitar o Auxílio-Inclusão
A solicitação do Auxílio-Inclusão pode ser feita de forma 100% online, através do aplicativo ou site Meu INSS. Em alguns casos, o próprio sistema do INSS pode identificar o vínculo empregatício e converter o BPC em Auxílio-Inclusão automaticamente. Contudo, é sempre recomendado fazer a solicitação manual para agilizar o processo.
Após a aprovação, o pagamento do Auxílio-Inclusão inicia no mês seguinte ao início do vínculo de trabalho. O acompanhamento do pedido pode ser feito pelo próprio Meu INSS, garantindo transparência. É importante lembrar que o trabalhador com Auxílio-Inclusão tem todos os direitos trabalhistas garantidos pela CLT, como férias, 13º salário e FGTS, além de passar a contribuir para o INSS.
Para evitar problemas, é crucial manter o CadÚnico atualizado e comunicar ao INSS qualquer mudança de renda ou situação empregatícia. O Auxílio-Inclusão de R$ 810,50 é uma porta aberta para a segurança financeira e a inclusão social de pessoas com deficiência, transformando direitos em oportunidades reais.