Ameaça ao PIX! Biometria chega ao Brasil e pode revolucionar pagamentos

O Brasil se prepara para entrar em uma nova era dos pagamentos digitais. Recentemente, Tecban e Elo anunciaram o lançamento de um sistema de pagamentos com autenticação pela palma da mão — tecnologia que dispensa cartões, smartphones ou senhas para realizar compras.

A proposta é substituir métodos tradicionais, inclusive o PIX, por algo mais prático, ágil e seguro.

Batizado como “pagamento por biometria palmar”, o sistema usa sensores que emitem luz infravermelha para mapear o padrão vascular único de cada pessoa.

Esse padrão — praticamente impossível de ser replicado — é transformado em um modelo matemático, que autentica o usuário para transações de débito, crédito e até PIX.

A expectativa é de que supermercados, restaurantes e outros estabelecimentos de varejo passem a adotar a tecnologia nos próximos meses.

Para o consumidor, basta cadastrar a palma da mão uma única vez — e, dali em diante, pagar com um simples gesto: aproximar a mão ao leitor.

Como funciona a biometria palmar

Diferente de impressão digital ou reconhecimento facial, a biometria da palma da mão mapeia as veias internas — uma estrutura biológica profundamente singular e difícil de falsificar. Essa característica fornece um nível de segurança elevado, considerado superior às tecnologias biométricas mais comuns.

O processo começa com o cadastro em terminais multibiométricos: o usuário realiza a validação junto à instituição financeira responsável. Depois, ao realizar uma compra, basta posicionar a palma diante de um leitor e a transação é autorizada — sem tocar em teclados, sem digitar senhas, sem usar celular ou cartão.

Além da segurança biométrica, a praticidade é outro grande diferencial. O pagamento se torna quase instantâneo e sem atrito. Esse é um ponto especialmente valorizado em situações de alto movimento — como supermercados e fast-foods — pois pode reduzir filas e agilizar o atendimento.

O que muda para o PIX

Com essa novidade, muitos analistas e observadores do mercado projetam uma possível concorrência direta com o PIX. Afinal, se a transação via biometria pode operar inclusive como PIX — ou como débito/crédito tradicional — a comodidade e segurança oferecidas podem tornar o novo método mais atraente para muitos consumidores.

Para além da praticidade, a biometria pode responder a uma demanda antiga: reduzir fraudes e golpes associados a transferências e pagamentos digitais.

Embora o PIX tenha contribuído para a digitalização dos pagamentos e facilitado transações instantâneas, ele depende de chaves, QR codes ou dados que, às vezes, podem ser expostos ou indevidamente compartilhados — o que abre vulnerabilidades.

Em contrapartida, a biometria palmar não exige que o usuário carregue nada — e o padrão vascular não pode ser copiado ou transferido como uma chave digital. Isso representa um salto em termos de segurança e conveniência, o que poderia atrair tanto consumidores quanto lojistas.

Vantagens esperadas com o novo meio de pagamento

Entre os principais benefícios apontados para a biometria da palma da mão estão:

  • Maior segurança — o padrão vascular é difícil de replicar, reduzindo risco de fraudes e clonagem.

  • Praticidade e agilidade — transações que dispensam cartões, senhas ou smartphone, e podem ser concluídas com um simples gesto.

  • Inclusão e acessibilidade — para pessoas que têm dificuldade com smartphones, carteira física ou senhas, a biometria pode oferecer uma alternativa mais simples e intuitiva.

  • Redução de atrito no comércio — em ambientes de grande fluxo, como supermercados e rede de fast-food, o pagamento por palma da mão promete acelerar o atendimento e diminuir filas.

Além disso — e talvez mais atraente — a biometria palmar permite a integração de diferentes modalidades (débito, crédito, PIX) em um único método de autenticação, o que simplifica o ecossistema de pagamentos e reduz a fragmentação entre sistemas.

O que muda para o consumidor brasileiro

Para o consumidor comum, a chegada da biometria palmar representa conveniência: a possibilidade de pagar apenas com a mão, sem carteira nem celular. Em um país de desigualdades regionais e grande diversidade socioeconômica, a simplicidade pode tornar pagamentos mais acessíveis.

Para quem vive em áreas rurais ou regiões com menos infraestrutura digital, o método também pode ser um facilitador, desde que haja adoção dos leitores.

Mas, junto com a conveniência, surgem questionamentos: como garantir que os dados biométricos serão armazenados e usados com responsabilidade? O que acontece se houver falha no reconhecimento ou se o leitor estiver fora do ar? A tecnologia precisa ser robusta — e os protocolos de segurança, transparentes.

Botão Voltar ao topo