FGTS Calamidade em Marau: Saiba como liberar até R$ 6.220 para moradores afetados pelas chuvas

FGTS libera Saque Calamidade de até R$ 6.220 para moradores de Marau, no Rio Grande do Sul
Moradores de Marau, cidade gaúcha que sofreu com as recentes tempestades, agora têm a oportunidade de solicitar o Saque Calamidade do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Esta modalidade permite a retirada de fundos em situações de desastre natural, oferecendo um alívio financeiro para as famílias atingidas.
A liberação do saque está disponível para os trabalhadores que se enquadram nas regras estabelecidas pela Caixa Econômica Federal. O prazo final para realizar o pedido é **18 de novembro de 2026**, o que garante um período considerável para que todos os elegíveis possam organizar a documentação e efetuar a solicitação.
O valor máximo que pode ser sacado é de **R$ 6.220 por conta vinculada do FGTS**, desde que haja saldo disponível. Conforme informado pela Caixa, o valor retirado não é fixo e respeita o saldo existente na conta do trabalhador. Assim, quem possui menos de R$ 6.220 poderá sacar apenas o valor integralmente disponível.
Para ter direito ao Saque Calamidade em Marau, é essencial que o trabalhador comprove residência em área reconhecida como afetada pelo desastre. Além disso, a Caixa estabelece que o solicitante não pode ter realizado um saque pelo mesmo motivo nos últimos 12 meses, garantindo que o benefício seja direcionado a quem realmente necessita em cada evento.
Como solicitar o Saque Calamidade do FGTS pelo aplicativo
O processo de solicitação do Saque Calamidade é realizado de forma totalmente digital, através do aplicativo FGTS, disponível para smartphones. O trabalhador deve acessar a seção de saques no aplicativo, selecionar a opção “Solicitar saque” e, em seguida, escolher a modalidade “Calamidade pública”.
Na sequência, será necessário informar o nome do município, **Marau**, e preencher os dados referentes ao endereço residencial que foi atingido. O aplicativo também solicitará o envio de documentos comprobatórios, que serão analisados pela Caixa Econômica Federal. O crédito dos valores pode ser direcionado para contas da Caixa, incluindo a Poupança Digital Caixa Tem, ou para contas de outros bancos, sem a cobrança de tarifas.
Documentos necessários para a solicitação do FGTS Calamidade
Para comprovar a situação, a Caixa Econômica Federal exige alguns documentos básicos. Entre eles, estão a foto de um documento de identidade oficial com foto, como RG, CNH ou passaporte. Além disso, é fundamental apresentar um comprovante de residência em nome do trabalhador.
Este comprovante de residência deve ter sido emitido nos **120 dias anteriores à decretação da situação de emergência ou calamidade** em Marau. Contas de água, luz, telefone ou outros serviços são geralmente aceitas. Caso o comprovante não esteja em nome do trabalhador, mas sim do cônjuge ou companheiro, será necessário apresentar certidão de casamento ou escritura pública de união estável.
O aplicativo FGTS também solicitará uma selfie do trabalhador, com o documento de identificação visível, para confirmar a identidade. Em situações onde não há comprovante de residência, a Caixa pode aceitar uma declaração municipal ou uma declaração própria do trabalhador, que estará sujeita a validação.
Prazo e importância de agilizar o pedido do FGTS
A lista oficial de municípios habilitados para o Saque Calamidade do FGTS confirma **Marau** com o prazo estendido até 18 de novembro de 2026. A liberação para cidades gaúchas atingidas pelas tempestades teve início em agosto deste ano, conforme informações da Caixa.
É importante que os trabalhadores que pretendem realizar o saque **evitem deixar o envio da solicitação para a última hora**. A análise da documentação pode levar tempo, e eventuais pendências exigirão correções, o que pode atrasar o recebimento dos valores. Verificar o endereço informado, anexar imagens legíveis dos documentos e selecionar corretamente a conta para o crédito são passos cruciais para agilizar o processo.
Vale ressaltar que o Saque Calamidade **não se trata de um benefício pago pelo governo**, mas sim da retirada de recursos que já pertencem ao trabalhador e estão depositados em suas contas do FGTS. A modalidade é uma forma de acesso antecipado a esses fundos em momentos de necessidade extrema, como em casos de desastres naturais reconhecidos.