Bitcoin em R$ 300 mil: Especialistas apontam oportunidade de compra, mas alertam para possível queda a R$ 250 mil antes da alta

Bitcoin pode estar em bom ponto de entrada, embora especialistas vejam vale a US$ 50 mil

O Bitcoin, principal criptomoeda do mercado, está sendo negociado na casa dos US$ 60 mil, um patamar que especialistas consideram uma oportunidade rara para investidores interessados em acumular o ativo. No entanto, a cautela é recomendada, pois há projeções de que a cotação possa recuar para cerca de US$ 50 mil antes de iniciar uma recuperação mais consistente, prevista para outubro.

Segundo Maximiliaan Michielsen, estrategista de investimentos da 21shares, o momento atual representa um ponto de entrada valioso. Ele destaca que oportunidades significativas de acumulação de Bitcoin historicamente surgiram em zonas de preço semelhantes às atuais, que estiveram disponíveis em menos de 5% da existência da criptomoeda.

Isac Honorato, líder de Negócios da Foxbit, corrobora essa visão com base em análises on-chain, que estudam os dados registrados na blockchain. Ele afirma que o ativo se encontra barato quando comparado a métricas técnicas, apontando que o preço está abaixo de todas as médias móveis de curto prazo.

André Sprone, country manager da MEXC, acrescenta que, apesar da recente desvalorização, o setor de criptomoedas não enfrenta escândalos disruptivos como o caso da FTX, o que é um ponto positivo. Pelo contrário, ele observa uma crescente institucionalização do universo cripto.

Sprone também projeta que a queda nas taxas de juros dos Estados Unidos impulsionará o mercado de Bitcoin, pois o capital tende a migrar para ativos de maior risco em ambientes de juros baixos, beneficiando o mercado cripto.

Análises técnicas e projeções para o curto prazo

Apesar do otimismo geral, André Sprone não descarta a possibilidade de o Bitcoin atingir a marca de US$ 50 mil, um cenário trabalhado por analistas técnicos. Contudo, ele mantém a expectativa de uma recuperação mais robusta a partir de outubro, confiando na tese de valorização.

Maximiliaan Michielsen aponta que a região entre US$ 59 mil e US$ 62 mil funciona como um suporte atual. Um fechamento semanal abaixo de US$ 58 mil poderia abrir caminho para uma queda até a faixa de US$ 50 mil a US$ 55 mil, embora ele considere este o cenário de menor probabilidade.

Por outro lado, Isac Honorato, da Foxbit, indica que análises gráficas revelam uma resistência à valorização na faixa de US$ 68 mil a US$ 69 mil, devido ao grande volume de contratos de liquidação nessa região.

A importância da diversificação e do perfil do investidor

Lucas Veronezi, sócio e especialista em cripto na Blue3 Investimentos, ressalta que, mesmo diante de uma oportunidade de compra, a diversificação é fundamental para a segurança do investidor. Ele lembra que o mercado de Bitcoin é de alta volatilidade, com quedas de 50% sendo comuns.

Veronezi aconselha que, se o investimento em Bitcoin estiver alinhado ao perfil e ao horizonte de longo prazo do investidor, o momento atual é considerado muito bom para entrar no mercado. A chave é ter a proporção adequada do ativo na carteira.

Marina Prieto, professora e coordenadora de Ciências Contábeis da Estácio, adota uma postura mais conservadora. Ela enfatiza que a cotação atual do Bitcoin deve ser analisada com cautela, pois, embora possa representar oportunidades, também reflete um ambiente de elevada volatilidade e incerteza.

Prieto conclui que não existe um preço isolado que defina o momento ideal para comprar ou vender. A decisão deve envolver uma análise conjunta de fatores macroeconômicos, política monetária, fluxo de investimentos institucionais, liquidez do mercado e, acima de tudo, o perfil de risco individual do investidor.

Botão Voltar ao topo