MEI: Aposentadoria turbinada? Descubra como complementar sua contribuição e garantir um futuro financeiro mais seguro!

MEI: Aposentadoria turbinada? Descubra como complementar sua contribuição e garantir um futuro financeiro mais seguro!
Muitos microempreendedores individuais (MEIs) acreditam que a contribuição padrão ao INSS garante apenas um salário mínimo de aposentadoria. Essa percepção, embora comum, não reflete todas as possibilidades. É possível, sim, aumentar o valor dos benefícios previdenciários.
Especialistas apontam que uma simples mudança na forma de contribuição pode elevar significativamente o valor futuro da aposentadoria, auxílio por incapacidade temporária e pensão por morte. Este artigo detalha como funciona a contribuição do MEI, suas limitações e as estratégias para uma aposentadoria mais robusta.
Conforme informação divulgada pelo Seu Crédito Digital, a contribuição previdenciária do MEI é feita mensalmente via DAS, com 5% do salário mínimo. Isso garante acesso a benefícios essenciais, mas limita o valor recebido, atrelando-o ao piso nacional. Entenda como reverter essa situação.
Por que a aposentadoria do MEI costuma ficar no salário mínimo?
O cálculo da aposentadoria pelo INSS considera o histórico de contribuições. Ao contribuir apenas com os 5% sobre o salário mínimo através do DAS, o empreendedor está, na prática, informando ao INSS que sua base de contribuição é a menor possível. Isso leva, consequentemente, a um benefício calculado próximo ao piso nacional.
Um profissional que contribui exclusivamente por essa modalidade por décadas dificilmente alcançará uma aposentadoria significativamente superior ao salário mínimo. A chave para um benefício maior está em aumentar a base de cálculo das contribuições ao longo da vida profissional.
É possível receber uma aposentadoria de R$ 3 mil ou mais?
Sim, é totalmente possível, mas exige planejamento previdenciário e contribuições maiores. A estratégia mais comum, segundo especialistas, é complementar a contribuição do MEI para atingir a alíquota de 20%, similar à de outros contribuintes individuais. Quanto maior a base de contribuição ao longo da carreira, maior a média salarial considerada pelo INSS.
Portanto, um benefício próximo de R$ 3 mil pode ser alcançado por quem realiza contribuições compatíveis com essa renda por um período significativo. Essa complementação não beneficia apenas a aposentadoria, mas também pode impactar positivamente outros auxílios, como a pensão por morte.
Como fazer a complementação da contribuição do MEI
O procedimento é simples e não impede o pagamento regular do DAS. O empreendedor continua pagando o DAS normalmente para manter a regularidade do CNPJ e a cobertura previdenciária básica. Em paralelo, realiza um recolhimento adicional por meio da Guia da Previdência Social (GPS).
Para isso, basta emitir a GPS complementar, utilizando o código específico para essa finalidade. Como o DAS já cobre 5%, o empreendedor pagará os 15% restantes, totalizando os 20% exigidos pelas regras tradicionais do INSS. O ideal é iniciar essa complementação o quanto antes.
Erros que podem comprometer o valor da aposentadoria
Começar a complementar a contribuição apenas nos anos próximos da aposentadoria pode não surtir o efeito desejado, pois o INSS considera a média de todas as contribuições. Perder pagamentos ou atrasá-los também pode gerar multas e dificuldades na validação do período contributivo.
Guardar todos os comprovantes de pagamento é fundamental. Além disso, é crucial não depender apenas de uma única estratégia. Consultar um especialista em direito previdenciário pode ajudar a definir o melhor caminho, considerando a idade, renda e histórico de trabalho individual. Combinar a complementação com investimentos privados pode ser uma opção para diversificar fontes de renda futura.