Dólar despenca para R$ 5,10: Real se destaca como melhor moeda emergente após sinal de trégua EUA-Irã e fluxo estrangeiro na Bolsa

Dólar em queda livre: Real surpreende como estrela emergente em meio a apostas em acordo EUA-Irã e alívio no mercado

O dólar americano registrou uma queda expressiva nesta quinta-feira (11), cedendo mais de 1% e tocando o menor patamar em mais de um mês, abaixo da marca de R$ 5,10. A moeda brasileira não só se beneficiou da desvalorização global do dólar, mas se destacou como a melhor performance entre as moedas de mercados emergentes.

O movimento de alívio no câmbio foi impulsionado por declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que indicou o cancelamento de ataques previamente planejados contra o Irã. Essa sinalização de desescalada em um conflito geopolítico importante gerou um efeito positivo imediato nos mercados financeiros globais e, em especial, no Brasil.

A recuperação do real ganhou ainda mais força com o anúncio de Trump sobre um suposto acordo com o Irã, que, segundo ele, encerraria a guerra. Apesar de narrativas divergentes vindas do Irã e de Israel, a percepção de menor risco global impulsionou o fluxo estrangeiro para a Bolsa brasileira e fortaleceu a moeda local. Conforme informação divulgada pela Agência Estadão, o dólar à vista fechou em queda de 1,37%, cotado a R$ 5,1016.

Sinal de trégua no Oriente Médio impulsiona o real

A tensão geopolítica no Oriente Médio vinha pesando sobre os mercados globais, mas as declarações de Donald Trump de que cancelou os ataques ao Irã trouxeram um alívio significativo. O presidente americano afirmou, através da rede social Truth Social, que a decisão foi tomada devido ao avanço nas negociações com o país persa e que um acordo prévio teria sido aprovado pela liderança iraniana. Essa notícia foi crucial para a descompressão do mercado.

Real se consolida como moeda mais forte do dia em mercados emergentes

O desempenho do real foi notável, superando outras moedas emergentes. A economista-chefe da Lifetime Gestora de Recursos, Marcela Kawauti, aponta que a pesquisa mensal de serviços (PMS) mais forte do que o esperado também contribuiu para a pressão sobre os juros no Brasil, o que favorece o real através das operações de carry trade, aproveitando o diferencial de juros. Contudo, o principal motor da valorização foi a redução da aversão ao risco global.

Fluxo estrangeiro e otimismo na Bolsa impulsionam a moeda brasileira

Além da queda do dólar, a Bolsa de Valores brasileira também apresentou ganhos expressivos, acompanhando o recuo dos juros futuros. O fluxo estrangeiro para o mercado de ações se intensificou após Trump reforçar a ideia de um acordo para encerrar o conflito. A CBS News noticiou, inclusive, que um memorando de entendimento entre EUA e Irã poderia ser assinado já na próxima semana. Isso reforça o cenário de otimismo no mercado financeiro.

Volatilidade pode persistir, mas sinal é positivo

Apesar do otimismo, alguns analistas alertam que a volatilidade no câmbio pode persistir até que a situação no Oriente Médio seja totalmente resolvida, com a assinatura formal de um acordo. Fernando César, operador de câmbio da AGK corretora, sugere que pode ter havido também uma venda de posições por exportadores que haviam se beneficiado da alta anterior do dólar. No entanto, a sinalização de uma diminuição da escalada do conflito é um fator preponderante para a melhora do cenário econômico.

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