Atacadistas Mineiras Brilham: Crescimento de 5,7% em 2025 e Projeções Otimistas para 2026 com Foco em Tecnologia e Logística

Atacadistas mineiras impulsionam economia com faturamento recorde e plano de crescimento para 2026
O setor atacadista distribuidor de Minas Gerais demonstrou força e resiliência em 2025, alcançando um faturamento expressivo de R$ 29,6 bilhões. Este resultado representa um crescimento de 5,7% em relação ao ano anterior, quando o faturamento atingiu R$ 28 bilhões. Apesar dos desafios macroeconômicos, as empresas mineiras do ramo projetam a manutenção desse crescimento moderado para 2026, com estratégias voltadas para investimentos em tecnologia e otimização da integração logística.
Esses dados foram divulgados pelo Ranking Abad/NielsenIQ 2026, um levantamento que também aponta para uma área de armazém de 658.363 m² e a geração de 17.498 empregos diretos no setor em Minas Gerais no ano passado. A pesquisa, realizada pela NielsenIQ em parceria com a Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (Abad), revelou que, entre as 17 empresas mineiras participantes, cinco ultrapassaram a marca de R$ 1 bilhão em faturamento, com três delas figurando entre as dez maiores do Brasil.
O presidente da Associação dos Atacadistas Distribuidores do Estado de Minas Gerais (Ademig), Kelvio Silva, avalia que o desempenho está alinhado às expectativas e evidencia a solidez das empresas mineiras. Ele destaca a importância do setor para a economia regional e nacional, ressaltando que o crescimento foi impulsionado pela expansão do consumo interno e pela modernização dos canais de distribuição.
Gigantes mineiras lideram o mercado atacadista
O Grupo Martins se destaca como a principal empresa do setor em Minas Gerais, com um faturamento de R$ 7,5 bilhões em 2025, um aumento de 6,7% em relação a 2024. A companhia mantém sua posição de destaque nacional, ocupando o segundo lugar no ranking brasileiro, atrás apenas do Atacadão. O Grupo Martins encerrou o período com 188 mil m² de área de armazém e empregando 3.825 funcionários.
Em seguida, a Tambasa Atacadista registrou um faturamento anual de R$ 6,6 bilhões, com um crescimento de 4,7%. Apesar do avanço, a empresa recuou uma posição no ranking nacional, passando para o quarto lugar. A Tambasa lidera em termos de área de armazém, com 220 mil m², e em número de colaboradores, com 4.045 funcionários.
Outro nome forte é a Decminas, posicionada como a terceira maior atacadista de Minas Gerais e a oitava no Brasil, com um faturamento de R$ 5,1 bilhões em 2025, um crescimento de 8%. A empresa encerrou o ano com 55.363 m² de armazém e 2.589 colaboradores.
Projeções e desafios para 2026
Para 2026, a expectativa do setor atacadista mineiro é de um crescimento moderado, sustentado por investimentos contínuos em tecnologia e pela busca por uma integração logística mais eficiente. Kelvio Silva, presidente da Ademig, aponta que, apesar das incertezas macroeconômicas e políticas globais, como conflitos internacionais e eleições, a força intrínseca do setor permite vislumbrar resultados superiores aos de 2025.
O cenário nacional também reflete essa tendência de alta. O mercado atacadista distribuidor brasileiro fechou 2025 com um faturamento total de R$ 616,6 bilhões, um aumento significativo de 17,27% em comparação com o ano anterior. Este montante representa uma fatia importante do mercado mercearil nacional, que movimentou R$ 1,1 trilhão em bens de consumo de alto giro.
O Ranking Abad/NielsenIQ 2026 detalha ainda as maiores empresas por modalidade. No atacado distribuidor, além das mineiras Tambasa, Atacado Vila Nova e Decminas, outras companhias como Martins e DPC Distribuidora se destacam em diferentes segmentos, evidenciando a relevância de Minas Gerais no panorama nacional do setor atacadista.