Alerta de Desmatamento na Amazônia e Cerrado Cai Drasticamente: Redução de 35% e 6% Impulsiona Esperança - Brasa Noticias

Alerta de Desmatamento na Amazônia e Cerrado Cai Drasticamente: Redução de 35% e 6% Impulsiona Esperança

Amazônia e Cerrado Registram Queda Significativa nos Alertas de Desmatamento, Indicando Avanço em Políticas Ambientais

Um cenário promissor surge para os biomas brasileiros, com uma redução expressiva nos alertas de desmatamento na Amazônia Legal e no Cerrado. Entre agosto de 2025 e janeiro deste ano, os dados do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), apontam para uma queda de 35% na Amazônia e de 6% no Cerrado.

Esses indicadores, divulgados após a 6ª reunião ordinária da Comissão Interministerial Permanente de Prevenção e Combate ao Desmatamento, reforçam a eficácia das políticas públicas voltadas à preservação ambiental. A diminuição dos alertas de desmatamento é um reflexo direto do fortalecimento das ações de fiscalização e do uso da ciência no monitoramento.

Os números foram apresentados em um momento crucial para o debate ambiental no país, onde a conciliação entre desenvolvimento econômico e preservação ambiental tem sido um dos principais focos. Conforme informação divulgada pelo Inpe, os resultados são um indicativo positivo para o futuro da conservação dos biomas brasileiros.

Queda Expressiva nos Alertas de Desmatamento na Amazônia e Cerrado

Na Amazônia Legal, os alertas de desmatamento somaram 1.324 km², representando uma redução de 35% em comparação com o período anterior, quando foram registrados 2.050 km². Já no Cerrado, os alertas totalizaram 1.905 km², uma diminuição de 6% frente aos 2.025 km² identificados anteriormente. Esses dados são um alento para as metas de conservação.

Recuo Histórico na Degradação Florestal da Amazônia

Os indicadores de degradação florestal na Amazônia apresentaram um recuo ainda mais impressionante, passando de 44.555 km² para 2.923 km², o que configura uma diminuição de 93%. Este dado, divulgado pelo Inpe, demonstra um avanço significativo no combate à destruição das florestas amazônicas.

Fiscalização e Ciência como Pilares da Redução do Desmatamento

O fortalecimento das ações de controle e fiscalização ambiental é apontado como um dos principais fatores para a redução dos alertas. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, as ações de fiscalização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) cresceram 59% em comparação com 2022. Operações do ICMBio aumentaram 24%, e áreas embargadas subiram 51% pelo Ibama e 44% pelo ICMBio.

O número de operações de fiscalização ambiental na Amazônia avançou quase 148%, e as ocorrências registradas passaram de 932 para 1.754. Houve também um aumento relevante nas apreensões de minérios (170%) e de madeira (65%). A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, ressaltou o papel do monitoramento científico, afirmando que a precisão tecnológica subsidia políticas públicas assertivas e que o Brasil utiliza a ciência como ferramenta de cuidado e soberania.

Pantanal Apresenta Contraste com Crescimento nos Alertas

Em contraste com a tendência observada na Amazônia e no Cerrado, o Pantanal registrou um crescimento de 45,5% nos alertas de desmatamento, passando de 202 km² para 294 km² entre agosto de 2025 e janeiro de 2026. Apesar dessa alta recente, é importante notar que, na comparação entre 2023 e 2024, houve uma queda de 65,2% no desmatamento do bioma.

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, expressou otimismo, afirmando que, com a continuidade dos esforços, há uma expectativa de alcançar a menor taxa de desmatamento da série histórica na Amazônia em 2026. Ela destacou que os resultados positivos não comprometem o crescimento econômico, citando o agronegócio em expansão e a abertura de novos mercados para a agricultura brasileira, além do acordo com a União Europeia.

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