Caixa libera regularização de termos para destravar comissões de bancários: entenda quem tem até 13 de fevereiro para agir

Caixa abre canal emergencial para regularizar pendências e liberar comissões retidas
A Caixa Econômica Federal iniciou uma ação emergencial que pode impactar diretamente a remuneração de centenas de bancários. O banco disponibilizou um canal interno para que unidades regularizem a digitalização de Termos de Adesão de aplicações em fundos de investimento, referentes ao segundo semestre de 2025. A medida visa corrigir uma falha operacional que impedia o recebimento de comissões por vendas, mesmo com metas atingidas.
A iniciativa surge como resposta à pressão de entidades representativas dos trabalhadores, como a Contraf-CUT e a Fenae. O objetivo é corrigir uma falha que afetava o indicador SISNS, crucial para o programa de reconhecimento interno Super Caixa, e, consequentemente, a remuneração variável dos funcionários. Conforme informações divulgadas pelas entidades, 656 unidades da Caixa apresentavam termos pendentes de digitalização no sistema SICTD.
Essa ausência de registros impedia que muitas equipes fossem contempladas com o programa Super Caixa e, por consequência, deixavam de receber as comissões relacionadas à venda de produtos de seguridade. A correção dessa falha, portanto, não tem apenas um efeito financeiro imediato, mas também busca melhorar o clima organizacional dentro da instituição. A Caixa estabeleceu o prazo limite de 13 de fevereiro, às 18h, para que as unidades com pendências realizem a regularização.
Prazo apertado exige ação imediata das agências com pendências
As unidades da Caixa que possuem termos pendentes de digitalização precisam agir com urgência para evitar a exclusão da apuração de resultados. O prazo final para a regularização é 13 de fevereiro, às 18h. As agências devem garantir a digitalização de todos os Termos de Adesão pendentes no sistema SICTD e verificar se a pendência foi efetivamente baixada no sistema.
O não cumprimento deste prazo pode resultar na manutenção da agência fora da apuração de resultados do programa Super Caixa, impactando diretamente a remuneração variável dos funcionários. Essa situação é vista pelas entidades como uma “correção de injustiça”, pois o problema não residia na atuação dos empregados, mas sim em um processo administrativo falho.
Entidades cobram revisão estrutural do programa de incentivos
Apesar da abertura do canal emergencial ser considerada uma vitória, as entidades representativas dos trabalhadores avaliam que o episódio expõe fragilidades no próprio programa de incentivos da Caixa. Pontos como a complexidade do regulamento do Super Caixa e a necessidade de clareza nas métricas de desempenho ainda geram discussão.
Lideranças sindicais argumentam que, embora a solução resolva um erro específico, a necessidade de uma revisão mais ampla do regulamento do programa Super Caixa permanece. O programa, que premia unidades com melhor desempenho comercial e operacional, é visto como um importante motivador, mas sua eficácia depende de métricas claras e sistemas confiáveis para evitar distorções na mensuração de performance.
O que é o Super Caixa e a importância da digitalização de termos
O Super Caixa é um programa interno da Caixa Econômica Federal que visa reconhecer e premiar as unidades com os melhores resultados comerciais e operacionais. Embora os detalhes completos do programa não sejam públicos, modelos semelhantes são comuns no setor bancário para incentivar equipes e alinhar objetivos.
A digitalização dos termos de adesão não é apenas um procedimento administrativo, mas uma exigência do mercado financeiro para garantir rastreabilidade e conformidade. Instituições financeiras supervisionadas pelo Banco Central precisam manter a documentação organizada para auditorias, controle de riscos e cumprimento de normas regulatórias. Falhas nesse processo podem acarretar não apenas impactos trabalhistas, mas também regulatórios.
Mobilização e atenção dos funcionários são cruciais para futuras correções
Representantes dos trabalhadores destacam que a recente mudança só foi possível devido à mobilização institucional e à atenção dos funcionários. O episódio reforça o papel das entidades sindicais na mediação entre empregados e grandes instituições financeiras, especialmente em um setor historicamente moldado por negociações coletivas.
Analistas do mercado de trabalho observam uma tendência crescente de funcionários mais atentos às métricas de desempenho e menos tolerantes a falhas que afetem sua remuneração. A expectativa é que a Caixa avance na revisão de seus processos internos para prevenir a ocorrência de episódios semelhantes no futuro, buscando alinhar tecnologia, governança e o reconhecimento profissional de forma mais eficaz.