Golpes Digitais Ameaçam Pequenos Negócios no Brasil: 79% Sentem Risco Elevado e Falta de Seguro Cibernético Agrava Situação

Pequenos negócios na mira de cibercriminosos: A realidade dos golpes digitais no Brasil

A digitalização acelerada nos últimos anos, impulsionada pela pandemia, transformou o cenário empresarial brasileiro. No entanto, essa evolução trouxe consigo um aumento significativo nas ameaças de golpes digitais, que agora não visam apenas grandes corporações, mas também pequenos e médios negócios, elevando o risco para um número expressivo de empreendedores.

A sensação de vulnerabilidade é palpável. Uma pesquisa recente aponta que a maioria das empresas se sente mais exposta a ataques cibernéticos, e a cibersegurança figura entre os principais riscos corporativos. Apesar da preocupação crescente, um dado alarmante revela que uma parcela pequena de empresários possui seguro cibernético para se proteger contra ameaças como phishing e ransomware.

Diante desse quadro, torna-se essencial que os gestores de pequenos negócios compreendam as táticas utilizadas pelos golpistas e adotem medidas eficazes para proteger seus empreendimentos. As informações sobre o avanço dos golpes digitais e as estratégias de defesa foram divulgadas pelo Diário do Comércio.

Empresários Brasileiros Sentem Aumento do Risco Cibernético

A insegurança digital é uma realidade que assombra o empresariado no Brasil. Conforme um levantamento realizado pela Grant Thornton em parceria com a Opice Blum Advogados, impressionantes 79% das empresas brasileiras se sentem mais expostas a ataques cibernéticos. Essa percepção reflete um ambiente online cada vez mais perigoso para os negócios.

O estudo também revela que a cibersegurança é vista como um dos cinco maiores riscos corporativos por 66,5% dos entrevistados. Essa preocupação, contudo, nem sempre se traduz em ações concretas de proteção. A pesquisa indicou que apenas 25% dos empresários entrevistados possuem algum tipo de seguro cibernético, deixando-os desamparados diante de ataques como phishing e ransomware.

Métodos Sofisticados dos Golpistas Digitais

Os criminosos por trás desses golpes utilizam uma combinação perigosa de tecnologia avançada e engenharia social para violar a segurança das empresas. Uma das práticas mais disseminadas é a obtenção fraudulenta de certificados digitais. Com esse documento em mãos, os golpistas conseguem se passar por representantes legais da empresa.

Essa identidade falsa permite que realizem ações graves, como a abertura de contas bancárias indevidas, a solicitação de restituições de tributos de forma ilícita e até mesmo a alteração de informações fiscais cruciais sem que os verdadeiros gestores percebam de imediato. O impacto financeiro e legal pode ser devastador.

Manipulação de Sistemas e Promessas Falsas de Recuperação Tributária

Outra tática recorrente envolve a manipulação de sistemas governamentais, como o e-CAC e o Portal do Simples Nacional. Criminosos conseguem acessar as áreas restritas das empresas nesses portais e executar ações que vão desde a retificação de declarações fiscais até a criação de novas empresas em nome dos sócios. O resultado é a perda de controle sobre os ativos e a assunção de responsabilidades legais por atos não praticados.

Além disso, alertas foram emitidos sobre golpes que exploram promessas tentadoras de recuperação de créditos tributários, como PIS e Cofins. Frequentemente, essas propostas, que parecem vantajosas, na verdade buscam alterar indevidamente a natureza da receita bruta da empresa para justificar solicitações de restituições ilegítimas, configurando mais uma forma de fraude digital que afeta os pequenos negócios.

A Importância da Prevenção e Proteção Cibernética

Diante da sofisticação e do alcance dos golpes digitais, é fundamental que empresários de todos os portes invistam em medidas de segurança cibernética. Isso inclui desde a adoção de senhas fortes e autenticação de dois fatores até a conscientização de funcionários sobre práticas seguras online e a consideração da contratação de seguros cibernéticos.

A proteção de dados e sistemas não é mais um luxo, mas uma necessidade para a sobrevivência e o crescimento sustentável dos negócios na era digital. Ignorar esses riscos significa abrir portas para fraudes que podem comprometer seriamente a saúde financeira e a reputação das empresas brasileiras.

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