Novo RG! Mais de 40 milhões de emissões e caminho rumo à identidade unificada

Desde o início da emissão da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), o governo federal atingiu a marca de 40.104.434 documentos emitidos — um ritmo que equivale a quase 1 milhão de emissões por mês ou mais de 33 mil por dia.
Essa adoção em massa reforça a transição de um sistema fragmentado — em que cada estado usava seu próprio RG — para uma identidade unificada, nacional e padronizada.
O número mostra o quão ampla tem sido a adesão ao novo documento: todo o território nacional está habilitado a emitir a CIN, em diferentes órgãos de acordo com o estado (por exemplo: Poupatempo em São Paulo; em outros estados, pelas polícias civis ou institutos de identificação).
Esse esforço faz parte de um programa amplo do governo, coordenado pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), para substituir de forma definitiva o antigo modelo de RG. A meta é emitir até 150 milhões de CINs até 2026.
O que muda com o novo RG
Um dos pilares da mudança é a unificação: a CIN usa o número do Cadastro de Pessoa Física (CPF) como identificador nacional. Isso elimina a antiga possibilidade de uma pessoa ter múltiplos RGs — um para cada estado.
Além disso, a nova carteira pode integrar outros documentos — como a carteira de motorista (CNH), carteira de trabalho, entre outros — e terá versão impressa e digital, com QR Code, o que facilita a autenticação e a interoperabilidade dos dados.
Mais segurança e combate a fraudes
Com a padronização e a base de dados unificada, a CIN reduz o risco de duplicidade de identidade e fraudes — um problema antigo no sistema dos RGs estaduais.
Além disso, o novo documento moderniza o sistema de identificação civil, contribuindo para a integração de cadastros públicos e facilitando o acesso a serviços governamentais.
Primeiro via gratuita e opção de versão digital
A primeira via da CIN é gratuita em todo o país, conforme previsto pela lei. A carteira pode ser emitida em formato físico ou digital (via aplicativo oficial), o que representa uma modernização importante do sistema de documentos do país.
A validade varia segundo a faixa etária: para crianças até 12 anos, o prazo é de 5 anos; para pessoas entre 12 e 60 anos, 10 anos; e acima de 60 anos, pode ter validade indeterminada.
Quem tem emitido o novo RG
Os dados apontam que a faixa etária de 15 a 19 anos tem sido a que mais solicitou a nova carteira — por volta de 11% das emissões recentes. Além disso, crianças e adolescentes (até 19 anos) somam cerca de 34% de todas as emissões até março de 2025.
Esse perfil mais jovem se beneficia da possibilidade de emitir seu primeiro documento com foto, muitas vezes necessário para matrícula escolar, saída do país, trabalho, entre outras oportunidades.
Por outro lado, a adoção não é homogênea: por exemplo, no estado da Bahia — onde você está localizado —, menos de 8% da população chegou a emitir a CIN até meados de 2025.
Isso revela desigualdades regionais de acesso e infraestrutura, o que pode atrasar a universalização da carteira até o fim da transição em 2032.
Como emitir a nova identidade: passo a passo
Para solicitar a CIN, o cidadão deve:
Agendar atendimento no instituto de identificação do seu estado ou local responsável à emissão. A lista oficial de órgãos habilitados está disponível no site do MGI.
Apresentar documentos básicos: certidão de nascimento ou casamento (original ou cópia autenticada).
No dia agendado, comparecer com os documentos; serão feitas captura de foto, impressões digitais e conferência dos dados.
Em geral, o prazo para emissão varia entre 7 e 20 dias, conforme o estado. A retirada pode ser presencial ou feita via aviso pelo aplicativo oficial, no caso da versão digital.
Importante: a primeira via da CIN é gratuita. Contudo, caso o cidadão opte por versão em policarbonato, por exemplo, pode haver cobrança — isso depende do estado.
O que muda a partir de 2032
O plano do governo é que a nova carteira de identidade (CIN) se torne o único documento de identidade válido no Brasil até 28 de fevereiro de 2032. Até lá, o antigo RG ainda poderá ser usado.
Esse prazo estabelece um cronograma de transição bastante longo, justamente para dar tempo de emissão para milhões de brasileiros e evitar caos burocrático. A expectativa é que a maioria da população esteja adaptada até lá.