Nova Carteira de Identidade Nacional liberada HOJE (06/12)! Veja o que muda com a CIN

O Brasil está passando por uma reformulação histórica na emissão de documentos de identidade. A Carteira de Identidade Nacional (CIN) substitui o antigo modelo estadual de RG, com a proposta de unificar o sistema, aumentar a segurança e tornar a identificação dos cidadãos mais eficiente e padronizada.
A principal mudança da CIN é a adoção do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) como número único de registro — eliminando o antigo sistema em que cada estado podia emitir um RG com numeração própria.
Com isso, o documento passa a ter validade nacional e única, evitando duplicidades e facilitando o acesso a serviços públicos e controles federais.
Além disso, a nova carteira traz recursos tecnológicos modernos: tanto a versão física quanto a digital contam com QR Code para verificação da autenticidade, e o documento pode ser acessado via aplicativo GOV.BR — o que facilita a portabilidade e o uso em formato digital.
Até julho de 2025, o governo informou que já eram mais de 30 milhões de emissões da CIN em todo o país, evidenciando a rapidez da adoção.
Quem pode emitir a CIN e quais os documentos exigidos
A emissão da CIN continua sendo feita pelos institutos de identificação dos estados e do Distrito Federal. Todos os estados já estão autorizados a emitir o novo documento, e a meta é que a emissão seja universalizada até 2026.
Para a primeira via da CIN, os documentos exigidos geralmente são: a certidão de nascimento ou de casamento, conforme a situação, e, em alguns casos, documento de identificação antigo (se houver), além de comprovante de CPF regularizado.
A emissão da primeira via é gratuita. Isso também vale para renovações. Já a segunda via — em caso de perda, dano ou roubo — costuma gerar cobrança de taxas, que variam conforme o estado emissor.
O documento pode ser emitido em papel de segurança ou, dependendo do estado, em cartão de policarbonato. E, ao receber a versão impressa, o cidadão já pode acessar a versão digital no aplicativo GOV.BR.
Vantagens da CIN: segurança, padronização e digitalização
Identificação única e fim das duplicações
Com a adoção do CPF como número único de registro nacional, a CIN elimina a antiga possibilidade de um cidadão ter RGs diferentes em estados distintos — o que facilitava fraudes e dificultava a verificação de identidades.
Isso simplifica tanto a vida dos cidadãos quanto dos órgãos públicos, que passam a contar com um sistema unificado, mais confiável e com menor risco de inconsistências.
Segurança e tecnologia
A nova carteira traz QR Code e, em muitos casos, padrão MRZ (como o utilizado em passaportes), o que aumenta a segurança e a confiabilidade do documento, dificultando falsificações.
Também contribui para a modernização dos cadastros públicos: com a CIN e a integração ao GOV.BR, o governo federal pode cruzar dados, reduzir fraudes e oferecer serviços de forma mais rápida e eficiente.
Acesso à versão digital
A versão digital da CIN torna o documento mais prático no dia a dia, especialmente em situações onde a pessoa não tem acesso à carteira física — como em viagens, fiscalização ou acesso a serviços.
Para isso, basta acessar o app GOV.BR, adicionar o documento e validá-lo. Uma vez que a versão física for emitida, a versão digital torna-se disponível.
Prazos, vigência e convivência com o RG antigo
Importante destacar que o antigo RG permanece válido até 2032 — data limite para que toda a população migre para a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN).
Pessoas com 60 anos ou mais no momento da data de publicação da norma podem ter a carteira emitida sem data de validade — ou seja, sem necessidade de renovação periódica.
A validade padrão da CIN varia conforme a faixa etária: para crianças, geralmente 5 anos; para pessoas adultas, 10 anos.
Durante o período de transição, o cidadão pode optar por manter o RG antigo até a data limite, mas já pode buscar a emissão da CIN — especialmente por conta das vantagens de segurança e praticidade que ela oferece.
Por que a migração para a CIN é importante
A adoção da Carteira de Identidade Nacional representa um passo importante para modernizar o estado brasileiro e fortalecer a cidadania digital. Com um documento único, seguro e padronizado, abre-se caminho para:
Maior confiabilidade nos cadastros públicos e privados;
Redução de fraudes, falsificações e identidades duplicadas;
Agilidade no acesso a serviços públicos — saúde, benefícios sociais, previdência, segurança;
Facilidade no uso da identidade, com versão digital acessível e reconhecida;
Consolidação de um sistema de identificação nacional, mais justo, transparente e eficiente.
Além disso, a CIN pode contribuir para simplificar a vida dos cidadãos: em vez de portar múltiplos documentos (RG, CPF, carteira de motorista, etc.), a nova carteira permite centralizar dados de identidade — o que deve trazer praticidade e redução de burocracia.